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Como trendsetters do mercado financeiro fazem seu dinheiro render mais

BlackRock |15 jul 2019

A cada dia, aumenta o número de investidores que deixam investimentos mais tradicionais e conservadoras e passam a cuidar diretamente de suas aplicações, por meio de corretoras habilitadas no mercado. Tanto o Tesouro Direto, programa de negociação de títulos públicos mantido pelo governo, quanto a B3, a bolsa de valores brasileira, anunciaram em meados de maio ter alcançado a marca de um milhão de investidores individuais cadastrados. Este grupo lidera uma tendência que vem erodindo o patrimônio depositado na pouco rentável, mas ainda popular, Caderneta de Poupança.

Mas estes ‘trendsetters’, porém, apostaram em novas estratégias para conseguir potencializar seus retornos. Diante do consenso de mercado sobre a perspectiva de juros baixos a curto e médio prazo, no Brasil e em todo o mundo, é hora de realocar ao menos uma parcela relevante de seu portfólio, atualmente muito concentrado em renda fixa, para bolsa de valores.

Mas como entrar na bolsa com um capital restrito e diversificar o investimento o suficiente para minimizar o risco, como é recomendável? A resposta para o dilema diante do qual se encontram esses investidores , pode estar nos ETFs, ou fundos de índice, como foram batizados no mercado brasileiro. Por meio desses instrumentos, investidores tem conseguido aplicar diretamente seu capital no mercado e alcançar uma diversificação efetiva.

Lançado no Brasil há 15 anos, esse instrumento vem registrando um crescimento exponencial de negociação, mas seu potencial é bem maior. Conforme boletim divulgado pela B3, nos primeiros quatro meses deste ano o volume financeiro negociado em ETFs já supera o total movimentado no ano passado, com R$ 635 milhões de reais. Em abril, a participação de investidores individuais nesse montante ficou acima de 10%. Dados disponibilizados pela Anbima reforçam esse cenário e apontam, em pouco mais de 10 anos, um aumento de mais de 600% na captação líquida de ETFs no país.

Captacão Líquida de ETFs No Brasil
(em milhões de Reais)

Gráfico: Captacão Líquida de ETFs No Brasil em milhões de Reais

Fonte: Anbima

É possivel utilizar um exemplo prático. Um investidor que tenha um patrimônio aplicado de R$ 80 mil e tenha recebido a orientação de colocar 20% disso em renda variável pode gerar uma concentração em sua carteira se tentar deter alguns papéis que formam a primeira linha do mercado de ações local. Para negociar apenas um lote padrão (cem ações) de alguma das principais blue chips da B3 , já teria de dispender uma quantia da ordem de R$ 5 mil, tendo como referência cotações da ação no fim de maio.

Ao passo que, se optar por uma cesta composta por dois dos iShares – os ETFs geridos pela BlackRock – listados na B3, essa carteira estará exposta a 118 companhias diferentes. Aí estão inclusos todos os papéis da primeira linha, presentes no iShares que replica o Ibovespa, e ainda companhias menores, reunidas no iShares Small Cap. 

É possível ainda montar essa cesta com metade dessa fatia alocada para renda variável. Assim, o investidor deixa R$ 8 mil disponíveis para aplicar em ações de sua escolha, cotas de fundos ou em outros papéis que atendam a uma preferência particular desta pessoa. Afinal, negociar um lote padrão do iShares Ibovespa (BOVA11) custava ao redor de R$ 1 mil, também no fim de maio.

Com essa combinação de uma cesta de ETFs e papéis pinçados a seu critério, um investidor consegue deter um portfólio que permita uma ampla exposição à bolsa brasileira e boa liquidez, mesmo com um capital relativamente restrito. E, como todos os iShares estão baseados em índices que têm seu desempenho divulgado diariamente pela bolsa, como o SMAL11 e o BOVA11, a performance dessa carteira pode ser acompanhada muito facilmente pelo investidor, com total transparência.

Não é por outro motivo que os ETFs são tão negociados em mercados nos quais já estão mais difundidos. Tanta diversificação, pode ser a melhor maneira de tentar assegurar um retorno satisfatório sobre o patrimônio investido a longo prazo, sem que esse ganho seja muito corroído pelo custo de administração, bem mais baixo nos ETFs quando comparados a Fundos de Investimento.

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