PERSPECTIVA DE INVESTIMENTO GLOBAL DO 2º TRIMESTRE DE 2018

Nossas visões para o segundo trimestre

05 abr 2018

Vemos o ambiente geral como positivo para ativos de risco, mas esperamos retornos mais atenuados e maior volatilidade do que em 2017. A reforma tributária e os planos de gastos públicos dos EUA turbinaram as estimativas de crescimento e de lucros, mas também acrescentaram incerteza às perspectivas econômicas. Vemos dois grandes riscos à expansão global e aos ativos de risco: guerras comerciais e um aumento dos rendimentos reais.

Temas

1. Espaço para manobra

A economia dos EUA está dando um tiro fiscal no pé bem no momento em que atinge capacidade máxima. Vemos reduções fiscais e gastos públicos fazendo acelerar o crescimento, mas essa possibilidade pode encurtar o prazo de vencimento da expansão econômica se não acarretar ganhos de produtividade. Podemos esperar que o crescimento do mercado emergente se acelere em 2018, e ainda vemos forte crescimento na Europa, embora em um ritmo mais lento do que de consenso.

Continuamos construtivos em ações, apesar do fato de que estamos a nove anos em um mercado em alta.

Olá, grande estímulo

Esta é a primeira vez em décadas em que um robusto estímulo norte-americano ocorre fora de um período de recessão.

Olá, grande estímulo

2. Retorno da inflação

A inflação está crescendo, liderada pelos EUA. Vemos a inflação americana mover-se em direção à meta, e isso deve ajudar o Federal Reserve a prosseguir com o aumento das taxas. A inflação permanece atenuada na Europa e no Japão, o que apoia uma continuada acomodação monetária nessas regiões.

Nos EUA, esperamos que a inflação atinja um pouco acima da meta de 2% do Fed.

Curvando-se perante o Fed

as expectativas do mercado para as taxas de juros norte-americanas finalmente estão alcançando as do Federal Reserve. O caminho das taxas de juros previsto pelo mercado para os próximos 12 meses vinha ficando para trás em relação ao indicado pelos formadores de políticas do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Veja o gráfico Curvando-se perante o Fed.

Curvando-se perante o Fed

3. Recompensas reduzidas para riscos

Vemos o regime de baixa volatilidade permanecer por mais tempo, mas enxergamos o potencial de picos episódicos em meio a riscos crescentes. A tendência de crescimento constante em nível global é favorável a regimes de baixo volume, ainda assim, podemos ver potencial para uma maior incerteza macroeconômica, além de volatilidade.

Um retorno da inflação e da normalização do Fed pode criar um desafio para os investidores que buscam retornos ajustados ao alto risco.

De volta à Terra

os retornos podem ser mais atenuados neste ano, conforme a volatilidade volta após uma queda em 2017, e possíveis riscos espreitam. Um hipotético portfólio global composto de 60% de ações e 40% de títulos de dívida veria seu índice de Sharpe, uma medida de retornos monetários em relação à volatilidade percebida, despencar após seu pico em 2017. Veja o gráfico De volta à Terra.

De volta à Terra

Riscos

Na nossa opinião, o aumento do protecionismo nos EUA é a ameaça mais clara para as perspectivas globais de curto prazo.

Podemos ver cada vez mais medidas americanas contra a China e outros países gerando rompantes de volatilidade, mas sem tirar dos trilhos o benigno panorama econômico e mercadológico. Ainda assim, qualquer escalada rumo a uma guerra comercial pode gerar golpes multiplicadores no sentimento e mudar a nossa visão. Um crescimento renovado dos rendimentos de títulos de dívida é outro risco, mas acreditamos que as ações podem ter bom desempenho, contanto que os aumentos de rendimento sejam estáveis e movidos pelo aumento do crescimento.

Visões de mercado

Nós gostamos de ações. As revisões de ganhos nos EUA dispararam ainda mais para incluir o benefício da redução de impostos corporativos, e o momentum dos ganhos está aumentando em todo o mundo. Favorecemos ações de países emergentes e dos EUA, mas vemos mercados mais instáveis e retornos menos impressionantes se comparados ao ano passado. Preferimos tecnologia, finanças e fator de estilo de momentum. De modo geral, não indicamos títulos de dívida pública, mas vemos títulos do Tesouro com vencimento de curto prazo oferecendo uma atraente proposta na relação risco/recompensa. Estamos neutros em relação a crédito em meio a spreads apertados e à crescente sensibilidade em relação ao aumento de taxas.

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Richard Turnill
Global Chief Investment Strategist
Richard Turnill, Managing Director, is Global Chief Investment Strategist for BlackRock, leading the Investment Strategy Function within the BlackRock ...
Jean Boivin
Managing Director
Jean Boivin, PhD, Managing Director is Head of Economic and Markets Research at the Blackrock Investment Institute, a global platform which leverages ...
Isabelle Mateos y Lago
Global Macro Strategist, BlackRock Investment Institute
Isabelle Mateos y Lago, Managing Director, is a global macro investment strategist in the Investment Strategy team of the BlackRock Investment Institute. The ...
Kate Moore
Chief Equity Strategist, Americas
Kate Moore, Managing Director, is Chief Equity Strategist – Americas for BlackRock and is a member of the BlackRock Investment Institute. She is responsible for ...
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Chief Fixed Income Strategist
Jeffrey Rosenberg, Managing Director, is BlackRock's Chief Investment Strategist for Fixed Income. His responsibilities include working closely with the Chief ...