Panorama global semestral de 2020
Panorama global semestral de 2020

Acelerando para o futuro

A crise do coronavírus tem acelerado tendências estruturais na desigualdade, globalização, política macroeconômica e sustentabilidade. Isso está transformando o cenário de investimentos e será fundamental para os retornos dos investidores no futuro.
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O futuro é agora

A saúde pública e as consequentes crises econômicas estão exacerbando as desigualdades seculares em níveis de renda, etnias e países. Muitos mercados emergentes estão enfrentando enormes desafios na área da saúde, desglobalização e políticas públicas. A pandemia expôs vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimento e fortaleceu à fragmentação geopolítica. Isso levou a uma revolução nas políticas públicas que torna difusa a fronteira entre as ações fiscais e monetárias, o que poderia solucionar parte das crescentes desigualdades. E tudo isso está valorizando ainda mais a sustentabilidade, a responsabilidade corporativa e a resiliência das empresas, setores e países.

Os investidores estão lutando contra esses desafios. Portanto, o foco da nossa versão virtual do Midyear Outlook Forum, no início de junho, foi categórico quanto às tendências de longo prazo: desigualdade, globalização, política macroeconômica e sustentabilidade. O sentimento do mercado tem sido marcado pelo imediatismo da evolução da pandemia, porém essas quatro mudanças estruturais estão transformando o panorama dos investimentos e serão determinantes para os retornos no futuro.

O mundo está mudando e continua em franca evolução, o que nos leva a uma estrutura macroeconômica totalmente nova, com significativas alterações nas perspectivas. Nossas questões de investimento, revisadas para 2020, refletem essas mudanças e agora incluem implicações estratégicas ou de longo prazo.

Nossas perspectivas de investimento para 2020

Retomada da atividade
As economias estão retomando aos poucos, porém, em ritmos distintos. Quanto mais o início da retomada demorar, mais rupturas deverão surgir no sistema financeiro.
A revolução das políticas públicas
Os legisladores estão canalizando os recursos diretamente para a economia real. Sem proteção, a falta de uma clara separação entre políticas fiscais e monetárias deverá aum...
Verdadeira resiliência
As tendências estruturais turbinadas pela pandemia mudarão a natureza da diversificação dos portfólios, na nossa opinião.

Embora a contração inicial causada pela COVID‑19 seja maior do que a crise financeira de 2008, acreditamos que seu impacto acumulado na economia deverá ser bem menor, caso as respostas das políticas públicas continuem suficientemente fortes para reduzir o impacto da crise.

Como a dinâmica do ciclo normal dos negócios não se aplica, estamos monitorando três principais indicadores: 1) o sucesso das economias em retomar as atividades, enquanto controlam a propagação do vírus; 2) se o estímulo é suficiente e está de fato chegando até as famílias e empresas; e 3) se estão surgindo sinais de vulnerabilidades financeiras ou danos permanentes na capacidade produtiva. Os mercados estão examinando cuidadosamante quaisquer alterações nestes três “desconhecidos sabidos”. Quanto mais o início da retomada demorar, mais rupturas deverão surgir no sistema financeiro e na capacidade produtiva. Isso nos deixa com dois riscos importantes no curto prazo: novas ondas de infecção e a exaustão das políticas públicas.

A medida mais importante que os investidores precisam tomar hoje, na nossa opinião, seria revisar a alocação estratégica dos ativos, assegurando que os portfólios estejam resilientes diante dessas tendências implacáveis. Torna-se, então, necessário reavaliar todo o portfólio, não apenas fazer ajustes pontuais. Nós enfatizamos, portanto, três ações estratégicas.

Primeiramente, os bancos centrais se comprometeram a manter os juros baixos, permitindo uma expansão fiscal sem precedentes. Combinado com o risco de choques de oferta, essa medida aumenta o prognóstico inflacionário no médio prazo e põe em xeque o tradicional papel de proteção dos títulos governamentais em um horizonte estratégico. Em segundo lugar, a pandemia acelerou a ruptura de paradigmas em direção à sustentabilidade. O terceiro ponto é o processo de desglobalização e fragmentação, que deverá aumentar o foco na resiliência: diversificar através das empresas, setores e países que estão melhor posicionados para capitalizar essas tendências.

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Midyear Outlook Forum
Nossos gestores de portfólio abordam quatro grandes tendências estruturais e suas respectivas implicações quanto à resiliência dos portfólios.
Explorando o debate Explorando o debate
2020 Global Outlook
Perspectivas para o meio do ano nos gráficos
Monitoramos os dados e tendências mais recentes para informar nossas perspectivas.
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Nossos autores
Philipp Hildebrand
Vice Chairman
Jean Boivin
Managing Director, Global Head of Research for the Blackrock Investment Institute
Elga Bartsch
Managing Director, Head of Macro Research of the BlackRock Investment Institute
Mike Pyle
Chief Investment Strategist, BlackRock Investment Institute
Scott Thiel
Chief Fixed Income Strategist