MARKET INSIGHTS

Comentário semanal global

Por que ainda preferimos as ações em vez de títulos

Market take

Weekly video_20220516

Vivek Paul

Opening frame: What’s driving markets? Market take

Camera frame

Equities have fallen hard this year on the prospect of rapid rate increases to rein in inflation, the tragic war in the Ukraine and a slowdown in China amid widespread Covid-19 lockdowns.

Title slide: Why we stick with equities

Both stocks and bonds have sold off in light of these challenges. Yet, we still prefer equities.

 

And here’s why:

1: Risks are more priced in now

Firstly, many of those risks are more priced in now to equity markets than they were, keeping valuations comparatively attractive given the sell-off.

2: Living with inflation

Secondly, we see the sum total of Fed rate hikes as being historically low and we think that recession fears are overblown.

Ultimately, we see the Fed choosing to live with inflation a little bit above its 2% target, because going much beyond neutral risks damaging growth and jobs.

3: Reducing portfolio risk

However, we have reduced portfolio risk as a result of the worsening economic outlook. Back in March, we downgraded European equities on account of the energy shock. Just last week, we downgraded Asian assets and coupled that with a closing of the underweight back to neutral of investment grade credit and European government bonds.

So, despite our preference for equities at the whole portfolio level the big sell-off in bonds has created pockets of value in fixed income.

Video outro branding: Here’s our Market take

We see longer-dated yields rising as investors demand more compensation for holding government bonds amid high inflation and debt loads.

This keeps us overall underweight government bonds, giving us a preference for equities at the whole portfolio level, particularly in the U.S.

Closing frame: Learn more:

www.blackrock.com/weekly-commentary

Ainda ações em vez de títulos

Cortamos riscos, mas seguimos com ações em vez de títulos, por enquanto. Os preços das ações agora refletem a deterioração macroeconômica e a maior agressividade do Fed.

Cenário dos mercados

Caiu a ficha dos mercados com o dilema dos bancos centrais: frear o crescimento ou conviver com inflação. Os rendimentos caíram e as ações subiram após as mínimas do ano.

Na próxima semana

O varejo dos EUA e outros dados darão aos investidores a leitura sobre o momentum do crescimento. A retomada, após os confinamentos, ainda teria espaço para avançar.

As ações despencaram este ano diante das perspectivas de um rápido aumento das taxas de juros para segurar a inflação, da trágica guerra na Ucrânia e da desaceleração da China. Recentemente, cortamos o risco, mas mantivemos o nosso overweight moderado em ações. Por quê? O sell-off significa que cada vez mais riscos estão agora precificados. Também acreditamos que o acumulado total dos aumentos dos juros do Fed será historicamente baixo e consideramos que as preocupações de recessão sejam exageradas. Acreditamos que as ações continuam mais atrativas do que os títulos, mesmo diante do sell-off histórico em títulos que reduziu o hiato entre ambos.

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Investimento: temas

01

Convivendo com a inflação

Esperamos que os bancos centrais rapidamente normalizem as taxas de juros. Vemos um maior risco de que o Federal Reserve pise no freio de economia para tentar segurar a inflação provocada pela oferta, depois de ter subido as taxas de juros pela primeira vez desde o início da pandemia.

02

Tentando esclarecer a confusão

Considerávamos que a combinação única de eventos, com a retomada da atividade econômica, as cepas virais, a inflação devido à oferta e os novos regimes dos bancos centrais, poderia fazer com que os mercados interpretassem de forma errônea o atual surto inflacionário.

03

Trajetória à neutralidade em carbono

Os riscos climáticos representam um risco de investimento, e a janela se fecha para os governos em busca das metas de neutralidade em emissões de carbono, o que significa que os investidores precisam começar a adaptar seus portfólios já. A jornada à neutralidade em carbono não é apenas uma história de 2050, é uma história de agora.

Atenção: teremos um acentuado aumento de juros à frente

Precificação dos mercados da taxa de fundos federais, dezembro de 2021 vs. atual

 The chart shows expectations for the path of U.S. short-term interest rates based on futures market prices compared to the market's December view of the rate path. The red line shows the series of steep rate rises that the market has quickly priced in a series of steep rate rises, while the yellow

Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Bloomberg, maio de 2022. Observações: o gráfico mostra as expectativas da trajetória das taxas de juros de curto prazo dos EUA baseado nos preços do mercado de futuros, comparado com a nossa visão quanto à trajetória das taxas.

Iniciamos o ano com overweight em ações e underweight em títulos. As perspectivas macroeconômicas se deterioraram desde então. A guerra na Ucrânia trouxe ainda mais inflação após as restrições de oferta decorrentes da pandemia. O Fed iniciou um discurso mais duro contra inflação, e o mercado rapidamente precificou uma série de fortes subidas (a linha vermelha no gráfico) enquanto ainda se esperava uma trajetória menos íngreme em dezembro (linha amarela). Agora, vemos o crescente risco de que o Fed suba as taxas de juros até um nível que venha a desacelerar a economia. Evento mais recente: o crescimento da China está diminuindo em meio à proliferação de confinamentos da covid. Tanto as ações quanto os títulos sofreram fortes vendas diante dos crescentes desafios. Continuamos com o nosso overweight em ações, por enquanto. Por quê? Primeiramente, uma boa parte dos riscos ao crescimento já está refletida nos preços das ações, na nossa opinião, o que torna as valorações atrativas. Em segundo lugar, ainda acreditamos que o acumulado total das subidas das taxas de juros do Fed será historicamente baixo diante do nível de inflação. Vemos que o Fed, em última instância, optou por conviver com uma taxa de inflação básica que é ligeiramente acima da sua meta de 2%, em vez de combatê-la, pois isso teria um custo elevado para o crescimento e o emprego.

A deterioração das perspectivas econômicas nos levou a reduzir o risco do portfólio este ano. Fizemos o downgrade das ações europeias em março diante do choque da energia. Na sequência, fizemos um downgrade dos ativos da Ásia na semana passada, além de um upgrade do crédito com grau de investimento e dos títulos governamentais europeus. O sell-off do mercado de títulos reduziu o hiato entre as ações e os títulos, na nossa opinião, e criou bolsões de valor. Ainda vemos os rendimentos de títulos de longo prazo subindo ainda mais, à medida que os investidores demandam um maior prêmio de prazo, ou uma remuneração adicional pelo risco de manter títulos do governo em meio à elevada inflação e endividamento. Em consequência, não alteramos o nosso underweight geral dos títulos e mantemos a nossa preferência relativa pelas ações.

Reduzindo o risco

Quais seriam os riscos? A inflação atual é muito diferente daquela de 30 anos atrás, e os bancos centrais precisam de uma nova cartilha. A inflação sempre é causada pelo excesso de demanda em relação a uma determinada quantidade de oferta. Isso não significa que a demanda excessiva seja a determinante da inflação, como foi na maioria dos casos desde a década de 1990. A questão fundamental: a demanda está realmente elevada de forma atípica ou é a oferta que está baixa demais? Acreditamos que o problema está na oferta. A economia está seguindo seu curso, enfrentando dois grandes choques: a pandemia e a guerra na Ucrânia. Isso criou restrições de oferta como o mercado de trabalho contraído (causado pela “Grande Demissão”), que levará algum tempo para ser solucionado. Por que tudo isso importa? Se a inflação for causada por fatores relacionados à oferta, o Fed enfrenta um dilema: estrangular o crescimento com maiores taxas de juros, aplicando a cartilha do passado, ou conviver com uma inflação mais persistente. Existe o risco de que o Fed não consiga identificar corretamente esse dilema e acabe levando as taxas de juros a níveis tão altos que venha a destruir o crescimento e o emprego.

Os mercados estão despertando para os riscos relacionados a este dilema e, agora, parecem precificar que os fundos federais se aproximam de uma taxa de 3,5% no longo prazo. Se isso for verdade, as ações poderiam ter mais espaço para cair: a maior taxa de desconto torna os fluxos de caixa futuros menos atrativos. Acreditamos que o Fed, em última instância, não irá tão longe com o temor de afetar o crescimento, mas reconhecemos que as declarações agressivas de política monetária podem levar os mercados a acreditarem no contrário. É por isso que estamos nos preparando para mais volatilidade no curto prazo e não estamos aumentando o nosso overweight em ações, apesar da melhora nas valorações.

Conclusão

Continuamos overweight em ações e underweight em títulos, mas reduzimos o risco para refletir a deterioração do cenário macroeconômico. O momentum da retomada econômica ainda é sólido, especialmente nos EUA, portanto não vemos uma recessão pela frente. Preferimos as ações dos mercados desenvolvidos, especialmente dos EUA e do Japão. Em particular, preferimos a qualidade do mercado dos EUA, diante da solidez dos fluxos de caixa e de seus balanços. Poderíamos ficar mais negativos em ações caso os riscos de que o Fed pise nos freios da economia se materializem, o que desencadearia uma significativa desaceleração.

Cenário dos mercados

Os mercados estão mais conscientes quanto ao enorme dilema que os bancos centrais enfrentam, entre crescimento e inflação: estrangular o crescimento ou conviver com uma inflação mais alta. Na semana passada, os mercados começaram a precificar o risco de que o Fed escolheria a primeira opção. Os rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA caíram, e as ações subiram ligeiramente depois de atingir as mínimas de 2022. Acreditamos que esse dilema, em última instância, levará o Fed a uma pausa antes de continuar subindo as taxas de juros até os níveis que provoquem uma significativa desaceleração econômica.

Os dados e as pesquisas da atividade econômica dos EUA nos trarão um pouco de luz sobre a retomada econômica e sobre a mudança no consumo, com a reativação dos serviços. As preocupações do mercado com relação a uma desaceleração mais pronunciada nos EUA não levam em conta o ponto fundamental de que a retomada tem ainda um caminho a percorrer, na nossa opinião.

Nas próximas semanas

The chart shows that Brent crude oil is the best performing asset this year to date among a selected group of assets, while emerging market equities are the worst.

O desempenho passado não é um indicador de resultados atuais ou futuros. Os índices não têm gestão ativa e não incluem taxas. Não é possível investir diretamente em um índice. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados do Refinitiv Datastream, 12 de maio de 2022. Observações: os dois extremos das barras mostram os retornos mais baixos e mais altos, ao longo deste ano, enquanto os pontos representam os retornos do presente ano. Os retornos de mercados emergentes, rendimento elevado e grau de investimento corporativo global são denominados em dólares norte-americanos, e o restante é denominado em moeda local. Índices ou preços usados: petróleo Brent à vista, ICE U.S. Dollar Index (DXY), ouro à vista, MSCI Emerging Markets Index, MSCI Europe Index, Refinitiv Datastream de obrigações do governo com vencimento em 10 anos (EUA, Alemanha e Itália), Bank of America Merrill Lynch Global High Yield Index, J.P. Morgan EMBI Index, Bank of America Merrill Lynch Global Broad Corporate Index e MSCI USA Index.

17 de maio

EUA – vendas no varejo e produção industrial; Japão – PIB

18 de maio

Reino Unido – IPC; Japão – balança comercial

19 de maio

EUA – índice de negócios do Fed da Filadélfia; Japão – IPC; Reino Unido – vendas do varejo

Leia nossos comentários semanais anteriores aqui.

Visualizações direcionais

Visões estratégicas (a longo prazo) e táticas (6-12 meses) sobre amplas classes de ativos, maio de 2022

Legend Granular

Observação: As visualizações são de uma perspectiva em dólar americano, maio de 2022. Este material representa uma avaliação do meio dos mercados em um momento específico e não se destina a ser uma previsão de eventos futuros ou uma garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas pelo leitor como consultoria de pesquisa ou investimento em relação a qualquer fundo, estratégia ou título em particular.

Visualizações granulares táticas

Visões táticas de seis a 12 meses sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos globais por nível de convicção, maio de 2022

Legend Granular

O desempenho passado não é um indicador confiável dos resultados atuais ou futuros. Não é possível investir diretamente em um índice. Observação: as visualizações são de uma perspectiva em dólar americano. Este material representa uma avaliação do meio dos mercados em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou uma garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas como consultoria de investimento em relação a qualquer fundo, estratégia ou título em particular.

Leia nossos comentários semanais anteriores aqui.

Wei Li
Global Chief Investment Strategist - BlackRock Investment Institute
Alex Brazier
Deputy Head – BlackRock Investment Institute
Vivek Paul
Senior Portfolio Strategist – BlackRock Investment Institute
Natalie Gill
Portfolio Strategist – BlackRock Investment Institute

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