COMENTÁRIO GLOBAL SEMANAL

Downgrade das ações dos EUA para neutro

Pontos Chave

Downgrade das ações dos EUA
Reduzimos as ações dos EUA para neutro após o forte rali em meio ao aumento de casos de COVID 19 e os riscos do decrescente estímulo fiscal.
Restrição e mobilidade
Temos acompanhado a inter-relação entre as medidas de contenção e as mudanças da mobilidade, em face da reabertura das economias.
De olho nos dados
Nesta semana, os mercados esperam uma melhoria no índice não industrial e de serviços dos gerentes de compras dos EUA para junho.

Reduzimos as ações dos EUA para neutro, em bases táticas, após uma forte sequência de desempenho superior em comparação com ações globais desde a queda abrupta de março. Estamos vendo um surto da COVID-19 nos EUA que poderá desacelerar a retomada da atividade econômica, justamente quando o estímulo fiscal está em risco de se desvanecer. Mesmo assim, a qualidade intrínseca do mercado norte-americano oferece algum suporte para evitar pessimismo maior.

 

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Gráfico da semana
Desempenho de mercados de ações regionais selecionados, acumulado de 2020

Desempenho de mercados de ações regionais selecionados, acumulado de 2020

 

O desempenho passado não é um indicador de resultados atuais ou futuros. Não é possível investir diretamente em um índice.
Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados do Refinitiv, em 1.º de julho de 2020. Observações: As linhas mostram o desempenho dos EUA, outros mercados desenvolvidos e mercados emergentes, a partir de uma base 100, em janeiro de 2020. Os índices usados foram o MSCI USA, MSCI World ex-U.S. e o MSCI Emerging Markets.

As ações dos EUA tiveram melhor desempenho em 2020, marcadas pela forte recuperação da queda abrupta no final de março. Veja o gráfico acima. Isso segue uma sequência de diversos anos de forte desempenho das ações dos EUA, impulsionada por melhores resultados corporativos e a preferência dos investidores por ações de tecnologia e qualidade. Nossa expectativa agora, em um horizonte tático, é o mercado andar em linha com as ações globais. O aumento de novos casos de COVID-19 nos EUA está levando alguns estados a voltar atrás ou interromper o processo de reabertura. Isso poderá colocar os EUA em uma rota de retomada muito diferente da maioria dos países do Ocidente e da Ásia. Mesmo que os governos não imponham quarentenas, as próprias pessoas poderiam tomar a iniciativa de reduzir sua mobilidade, como já vimos no início da pandemia. Vemos a mobilidade como um fator fundamental para a retomada da atividade econômica, como analisamos em nosso Panorama semestral. Como consequência, o fracasso na contenção do vírus poderia ameaçar o reinício da atividade econômica dos EUA.

O melhor desempenho das ações dos EUA, nos últimos meses, tem sido apoiado em grande parte pela histórica resposta das políticas públicas. Até agora, os EUA implementaram apoio fiscal e monetário coordenado e suficiente para compensar o choque inicial estimado da pandemia, bem como seus reflexos sobre o restante da economia. O ressurgimento do vírus acontece justamente quando o Congresso e a Casa Branca enfrentam um dilema sobre a extensão das medidas contra a crise, incluindo benefícios federais de desemprego adicionais que estão programados para terminar ao final de julho. Qualquer redução prematura do estímulo em julho, tendo em vista que a pandemia continue, aumentaria o risco de vulnerabilidades financeiras para as empresas e famílias que estão enfrentando dificuldades no fluxo de caixa. O risco de reduzir a política fiscal cedo demais nos EUA surge no momento em que a zona do euro está elevando sua resposta nas políticas públicas ao choque do coronavírus.

Um reinício mais lento poderia erodir ainda mais o panorama de resultados corporativos dos EUA. É esperado que o lucro por ação do índice de referência S&P 500 caia 44% no segundo trimestre, comparado com o mesmo período do ano anterior. Lembrando que, no primeiro trimestre de 2020, a queda foi de 12,7%. O consenso das estimativas indica que os resultados corporativos dos EUA só deverão voltar aos níveis de 2019 no ano que vem, porém, há riscos de que isso não aconteça, em virtude do provável atraso na retomada. As novas tensões entre os EUA e a China, além da preocupante corrida presidencial norte-americana e da maior polarização política que se tem notícia, elevam as incertezas.

Então, o que nos impede de ficarmos pessimistas com as ações dos EUA? O mercado norte-americano tem uma grande concentração de empresas de qualidade, principalmente em tecnologia e serviços de comunicação, setores que deverão se beneficiar das tendências estruturais que estão sendo aceleradas pela pandemia. Nós havíamos feito upgrade do fator de estilo de qualidade em nosso Panorama semestral para forte overweight, dando preferência por ser a exposição mais resiliente diante de um leque de possíveis cenários. E as valorações das ações dos EUA não parecem muito distantes da realidade para nós, com um prêmio de risco acima da média histórica.

Conclusão: O ressurgimento da COVID‑19 nos EUA ameaça a retomada econômica e nos levou ao downgrade das ações dos EUA para neutro, em um horizonte tático de 6 a 12 meses. Mesmo assim, o viés de qualidade relativa desse mercado nos mantém neutros, em geral. Preferimos ações europeias, que tiveram upgrade para overweight tático. A região oferece exposição cíclica mais atrativa do que os mercados emergentes, devido às medidas na área da saúde e à resposta reforçada em políticas públicas, na nossa opinião.

Ativos em revisão
Desempenho de ativos selecionados, acumulado e intervalo de 2020

Desempenho de ativos selecionados, acumulado e intervalo de 2020

O desempenho passado não é um indicador de resultados atuais ou futuros. Não é possível investir diretamente em um índice. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados do Refinitiv Datastream, junho de 2020. Observações: Os dois extremos das barras mostram os retornos mais baixos e mais altos comparados com o final de 2019, e os pontos representam os retornos acumulados do ano. Os retornos de mercados emergentes, alto rendimento e grau de investimento corporativo global são denominados em dólares dos EUA e o restante é denominado em moeda local. Índices ou preços usados: Petróleo tipo Brent à vista, índice MSCI USA, ICE Dollar Index (DXY), MSCI Europe Index, Bank of America Merrill Lynch Global Broad Corporate Index, Bank of America Merrill Lynch Global High Yield Index, Datastream de obrigações do governo com vencimento em 10 anos (EUA, Alemanha e Itália), MSCI Emerging Markets Index, preço do ouro à vista e JP Morgan EMBI Index.

Cenário dos mercados

As medidas de contenção do vírus têm sido gradualmente retiradas em muitos países desenvolvidos, impulsionando a atividade econômica e o emprego em junho. Um surto de novos casos de COVID-19 nos EUA ameaça desacelerar a retomada. Temos acompanhado a inter-relação entre as medidas de contenção e as mudanças da mobilidade, em face da reabertura das economias. A resposta de políticas públicas sem precedentes impulsionou os mercados, deixando um possível retorno das infecções e a implementação das medidas como os principais riscos. O Congresso norte-americano se encaminha para um abismo fiscal, já que o seguro-desemprego, o apoio aos estados e as medidas de proteção às folhas de pagamento vencerão em breve.

Nas próximas semanas
6 de julho: EUA – índice dos gerentes de compras (PMI) do ISM não industrial e de serviços; Zona do euro – vendas do varejo
9 de julho: China – inflação
10 a 17 de julho: China – oferta monetária e financiamento social total

Os mercados deverão estar atentos aos dados do PMI não industrial e de serviços dos EUA esta semana. A reabertura da economia preparou o cenário para um rebote na atividade industrial nos EUA em junho, e isso provavelmente ajudou na melhoria do setor de serviços. No entanto, o aumento dos casos do vírus em junho, especialmente nos EUA, poderia pesar sobre os dados da atividade de julho. Os mercados estarão acompanhando de perto como os governos podem conter os novos surtos para evitar prejuízos permanentes à economia.

Perspectivas direcionais

Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, junho de 2020

Ativo Strategic view Tactical view
Ações Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Estamos neutros em ações em um horizonte estratégico, diante do cenário adverso para resultados corporativos e pagamento de dividendos. Estamos fazendo um corte no nosso overweight moderado em mercados emergentes e mantemos em neutra nossa exposição aos mercados desenvolvidos. De um ponto de vista tático, também estamos neutros em ações. Favorecemos a qualidade, devido à sua resiliência, e também favorecemos a Europa entre as exposições cíclicas.
Crédito Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Passamos para um overweight estratégico em crédito, após termos permanecido underweight durante o ano passado. O significativo aumento dos spreads compensa os riscos de inadimplência e downgrades, na nossa opinião. Em um horizonte tático, as medidas extraordinárias dos bancos centrais, incluindo compras de dívida corporativa, são favoráveis. Os riscos de uma crise de liquidez temporária permanecem, mas os rendimentos de cupom passam a ser cruciais em um mundo carente de rendimentos.

Títulos

governamentais
Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
A justificativa estratégica para manter títulos governamentais nominais sofreu uma significativa redução, com os rendimentos próximos ao que se percebe como limites inferiores. A perspectiva de juros cada vez mais baixos por um período cada vez maior compromete a capacidade da classe de ativos de funcionar como uma proteção contra as liquidações do mercado de ações no longo prazo. Do ponto de vista tático, mantemos a duração como neutra, pois as medidas em políticas públicas sem precedentes inclinam os rendimentos para baixo.
Liquidez Tactical view - neutral Tactical view - neutral
Estamos neutros em liquidez e nos baseamos nisso para apoiar nossa visão sobre o crédito. Um pouco de liquidez faz sentido como proteção contra os choques de oferta, que provocam a queda das ações e dos títulos.

Mercados

privados
Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Os fluxos de retorno não tradicionais, incluindo crédito privado, têm potencial de criar valor e de ajudar na diversificação. Muitos investidores institucionais permanecem subinvestidos nos mercados privados, já que superestimaram os riscos de liquidez, na nossa opinião. Os ativos privados refletem uma ampla gama de exposições, porém, as valorações e maiores incertezas inerentes de alguns ativos privados nos levam a uma posição neutra.

Nota: Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Perspectivas granulares

Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, junho de 2020

Legend Granular
Ações

Ativo Tactical view
United States United States
Reduzimos as ações dos EUA para neutro. Os riscos de redução do estímulo fiscal e de uma epidemia mais longa ameaçam interromper a forte recuperação do mercado. As renovadas tensões entre EUA e China, e uma eleição indefinida, também são elementos a se considerar.
Europe
Europe
Nós fizemos um upgrade das ações europeias para overweight. A região está exposta a um aumento cíclico com a retomada da economia, diante do cenário de sólidas medidas em saúde pública e uma resposta política favorável.
Japan
Japan
Fizemos um upgrade das ações do Japão para neutro. Vemos contundentes políticas fiscais e medidas de saúde pública contribuindo para uma rápida normalização.
Emerging markets Emerging markets
stamos fazendo o downgrade das ações dos emergentes para underweight. Estamos preocupados com a propagação da pandemia e vemos menos espaço ou disposição política para medidas que mitiguem o impacto em muitos países, salvo algumas exceções.
Asia ex-Japan Asia ex-Japan
Reduzimos as ações da Ásia, excluindo o Japão, para neutro. As tensões renovadas entre os EUA e a China representam um risco. O objetivo da China de equilibrar o crescimento com estabilidade financeira levou a medidas políticas discretas para compensar as repercussões do vírus.
Momentum Momentum
Mantemos nosso momentum em neutro. O fator agora está dominado por ações de tecnologia, por um lado, e defensivas por outro, proporcionando aos investidores exposição a empresas de crescimento e algumas proteções potenciais.
Value
Value
Estamos fazendo um upgrade em valor para neutro. Vemos que a retomada em curso das economias deveria beneficiar os ativos cíclicos e, potencialmente, ajudar o fator de estilo “valor” a se recuperar, após um longo período de desempenho abaixo das expectativas.
Minimum volatility Minimum volatility
Reduzimos a volatilidade mínima para neutra. A retomada das economias deverá beneficiar os ativos cíclicos e reduzir a necessidade de exposições defensivas.
Quality
Quality
Aumentamos o nosso overweight em qualidade. Vemos o fator como a exposição mais resiliente para fazer frente a um leque de resultados em termos de desdobramentos da pandemia e da economia.

Renda Fixa

Ativo Tactical view
U.S. Treasuries  
   U.S. Treasuries
Favorecemos os títulos do Tesouro dos EUA. Os rendimentos de longo prazo deverão cair mais do que em outros mercados desenvolvidos, mesmo que as taxas baixas comprometam sua capacidade de mitigar o risco contra as liquidações do mercado.
Treasury Inflation-Protected Securities Treasury Inflation-Protected Securities
Estamos neutros em TIPS. Um grande declínio das taxas torna o ponto de entrada menos atrativo. Ainda vemos potencial para maior inflação e favorecemos TIPS em alocações estratégicas.
German bunds 
    Europe
Permanecemos underweight em bunds, os títulos públicos alemães, pois os atuais níveis de rendimento fornecem pouca proteção contra eventos de maior risco. Além disso, a possível emissão relacionada à proposta de recuperação da UE poderia competir com os bunds alemães por investimento.
Euro area peripherals Japan
Estamos overweight em títulos governamentais da zona periférica do euro, apesar do recente desempenho acima das expectativas.  Prevemos compressão adicional nas taxas, devido ao maior relaxamento quantitativo do Banco Central Europeu e outras medidas em políticas públicas.
Global investment grade Global investment grade
Estamos overweight em crédito global com grau de investimento, mesmo depois da subida das valorações.  As compras de ativos pelos bancos centrais e o cenário de taxas estáveis dão suporte ao setor.
Global high yield 
Global high yield
Estamos overweight em alto rendimento como fonte de renda, apesar do recente desempenho abaixo do esperado. Evitamos o setor de energia, pois os preços baixos do petróleo colocam em xeque a capacidade dos emissores de refinanciar os vencimentos de curto prazo.
Emerging market - hard currency Emerging market - hard currency
Fizemos downgrade para dívida de mercados emergentes em moeda forte, devido à propagação da pandemia, grande exposição aos exportadores de energia e limitado espaço para medidas políticas, em algumas destas economias emergentes. Os riscos de inadimplência podem estar subestimados.
Emerging market - local currency Value
Permanecemos neutros em dívida emergente em moeda local, em função de seus atrativos rendimentos de cupom. As moedas sofreram ajustes e as valorações estão mais atrativas. O risco de desvalorizações adicionais permanece, face ao relaxamento monetário e fiscal.
Asia fixed income  
Asia fixed income
Passamos a uma posição neutra na renda fixa da Ásia. As restrições impostas pela pandemia em muitos países e a menor exposição à energia são fatores positivos. As renovadas tensões entre EUA e China, além das políticas públicas discretas da China, constituem elementos de risco.

Nota: As visualizações são da perspectiva do dólar americano. Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

 

Leia mais sobre nossas perspectivas de investimento em nossa perspectiva de meio do ano de 2020.

Paralisação da atividade econômica

 

As economias estão retomando aos poucos, porém, em ritmos distintos. Estamos monitorando a evolução do vírus e a mobilidade da população. Quanto mais o início da retomada demorar, mais rupturas deverão surgir no sistema financeiro e na capacidade produtiva.

    • Medidas restritivas estão sendo gradualmente levantadas, mesmo com a taxa da propagação viral tendo aumentado em algumas regiões.
    • A natureza da retomada dependerá da trajetória da epidemia, da implementação de políticas públicas e de potenciais mudanças dos hábitos dos consumidores e das empresas. O sucesso não se definirá apenas pelo reinício da economia e pela contenção do vírus, e sim pelo equilíbrio desses dois objetivos.
    • Implicação no mercado: Somos moderadamente pró-risco, o que expressamos em overweight para crédito em portfólios estratégicos a longo prazo. Preferimos a Europa entre exposições cíclicas em um horizonte tático.
Ações em politica

 

A revolução das políticas é necessária para mitigar o impacto devastador e deflacionário do choque do vírus. No médio prazo, no entanto, a confusão entre as políticas monetária e fiscal poderia gerar riscos inflacionários. É fundamental manter proteções adequadas em relação à coordenação das políticas, como analisamos no artigo A revolução das políticas públicas.

    • O Fed adotou uma abordagem do tipo “custe o que custar” para ajudar a economia a enfrentar o choque e assegurar o adequado funcionamento dos mercados, mas, até o momento, tem saído pela tangente quanto ao compromisso explícito de controlar a curva de rendimentos. Vemos que a posição patrimonial do Fed possa mais do que dobrar, rompendo a marca de US$ 10 trilhões até o final do ano, em apoio à resposta fiscal. O Tesouro norte-americano lançou um plano de empréstimo de US$ 3 trilhões em seu refinanciamento trimestral, como parte da resposta.
    • Vemos agora o risco de exaustão das políticas nos EUA. As próximas rodadas dos programas de estímulo fiscal parecem mais difíceis de serem aprovadas no Congresso, devido à polarização política, após um breve período de trégua.
    • Por outro lado, estamos mais confiantes com a resposta das políticas da Europa. Somado ao apoio monetário adicional, o tamanho do estímulo deverá ser suficiente para fazer frente à queda na renda da zona do euro, de acordo com nossa análise.
    • Os riscos na implementação das políticas continuam. É fundamental manter proteções adequadas em relação à coordenação das políticas, como analisamos no artigo .
    • Implicação no mercado: Estamos underweight em títulos governamentais e favorecemos títulos indexados em um horizonte estratégico. Do ponto de vista tático, favorecemos o crédito, por ser apoiado pelas compras dos bancos centrais, e vemos as ações nos EUA com risco da perda de eficácia dos estímulos fiscais.
Regras de resiliência

 

A resiliência do portfólio deverá ir além de títulos governamentais nominais e considerar fontes alternativas de retorno, que possam proporcionar diversificação, como os mercados privados.

    • O foco na sustentabilidade poderá ajudar a tornar os portfólios mais resilientes. Acreditamos que a adoção do investimento sustentável seria uma ruptura de paradigmas que deverá gerar vantagens em resultados durante muitos anos, e o coronavírus parece estar acelerando esse processo.
    • Implicação no mercado: Preferimos os títulos do Tesouro norte-americano sobre os rendimentos inferiores dos demais títulos comparáveis para fins de proteção de portfólios, e vemos excelentes razões para o investimento sustentável e os mercados privados.

     

Mike Pyle
Global Chief Investment Strategist – BlackRock Investment Institute
Mike Pyle is Global Chief Investment Strategist for BlackRock, leading the Investment Strategy function within the BlackRock Investment Institute (BII).
Elga Bartsch
Elga Bartsch
Head of Macro Research – BlackRock Investment Institute
Vivek Paul, FIA, Director, is Senior Portfolio Strategist for the Portfolio Research Group within the Blackrock Investment Institute (BII).
Jean Boivin
Jean Boivin
Head – BlackRock Investment Institute
Jean Boivin, PhD, Managing Director, is the Head of the BlackRock Investment Institute (BII). The institute leverages BlackRock’s expertise and produces proprietary ...

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