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COMENTÁRIO GLOBAL SEMANAL

Um teste para o nosso panorama global

Pontos principais

O nosso panorama de crescimento
Vemos o crescimento global com tendência de alta para 2020, embora o surto do coronavírus esteja trazendo incertezas sobre o timing da retomada.
Pró-risco moderado
Estamos mantendo nossa posição de investimentos pró-risco moderado pelos próximos 6 a 12 meses, ainda que possamos ter maior volatilidade pelo caminho.
Atividade industrial
O PMI, Índice Gerente de Compras (purchasing managers’ Index, PMI) desta semana poderia mostrar uma ligeira desaceleração da atividade manufatureira, devolvendo os ganhos r...

A Atualização de fevereiro ao nosso Global Outlook reforça as expectativas quanto à tendência de alta do crescimento global para este ano, apesar das incertezas que o coronavírus está trazendo. As epidemias anteriores mostram recuperações com formato em “V”; um padrão que esperamos ver agora também. No entanto, é grande a incerteza sobre a profundidade e a amplitude do “V”. Este surto poderia ser mais turbulento que os anteriores pois poderia ser mais severo, e também devido à crescente dependência das cadeias de suprimento globais.

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Gráfico da semana
GPS de crescimento da BlackRock para mercados desenvolvidos, 2016 a 2020

GPS de crescimento da BlackRock para mercados desenvolvidos, 2016 a 2020

 

Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Consensus Economics, fevereiro de 2020. Observações: O GPS de crescimento mostra onde o consenso para a previsão do PIB dos próximos três meses pode estar daqui a três meses. Estimativas prospectivas podem não se tornar realidade.

O panorama de crescimento começou a melhorar nos principais mercados desenvolvidos a partir de 2019. O GPS de crescimento da BlackRock, que nos dá uma leitura do consenso das estimativas de crescimento real em um horizonte de três meses, mostra uma inflexão nas expectativas de crescimento dos EUA, a Área do Euro, Japão e Reino Unido. Veja o gráfico acima. O momentum do crescimento também estava começando a se recuperar nos mercados emergentes (Emerging Markets, EM) ao final do ano passado. No entanto, o surto do coronavírus surgiu como o principal risco para o nosso cenário de crescimento global. Historicamente, os mercados e o crescimento econômico responderam num formato em “V” às turbulências temporárias provocadas por epidemias, sendo que a recuperação da atividade econômica geralmente é impulsionada pela demanda reprimida do varejo e a reativação do setor industrial. Porém, existem incertezas consideráveis em torno do surto que poderiam fazer da história um referencial pouco confiável. Ainda é cedo para avaliar a magnitude e a duração do surto, bem como as consequências para a economia global em geral.

O impacto do surto no curto prazo, que até o momento se limita às medidas de contenção da China, provavelmente vai se desenrolar nos próximos trimestres. Com base no que se viu até agora, acreditamos num atraso, mas não na interrupção da retomada que deve acontecer ainda este ano. O banco central da China já iniciou uma política de afrouxamento e, provavelmente, veremos mais apoio das autoridades chinesas para estimular o crescimento, muito embora o desejo de controlar os excessos da atividade econômica deixe em aberto o tamanho e a forma de tais estímulos. Outra questão importante para acompanhar: qual será a extensão do surto fora da China?

O coronavírus também pode trazer riscos no médio prazo. A potencial ruptura na cadeia de suprimento global poderia impulsionar os preços e levar as empresas que venham a sofrer com tal ruptura a reforçar os estoques e ter que repensar os sistemas vigentes de gestão de inventário just-in-time. Isto se somaria aos possíveis transtornos nas cadeias globais de suprimento derivados do protecionismo do comércio. Com o tempo, esses choques de oferta poderiam levar a mudanças no cenário macroeconômico. Uma possibilidade: O crescimento se desacelera e a inflação sobe. Isto poderia pressionar a correlação negativa entre o retorno das ações e dos títulos ao longo do tempo, reduzindo as características de diversificação dos títulos do governo.

Nosso cenário base para a economia global em 2020 ainda é de uma retomada modesta do crescimento com um ligeiro aumento das pressões inflacionárias nos EUA. Isto, por sua vez, limitaria os riscos de uma recessão. As vulnerabilidades financeiras são cada vez maiores, mas o nosso termômetro dessas vulnerabilidades indica que estamos bem longe dos sinais da última recessão. Ainda vemos isto como um cenário favorável para ativos de risco no horizonte nos próximos 6 a 12 meses, mesmo considerando o impacto do coronavírus. Existem ainda muitas incertezas quanto à severidade da epidemia, bem como os possíveis impactos na economia e no mercado que poderiam fazer com que o caminho à frente seja mais desafiador. No mesmo horizonte de tempo, ainda vemos o potencial para um rebote dos ativos cíclicos. tais como ações do Japão e EM, além títulos de dívida e de alto rendimento dos EM. Vemos um posicionamento neutro sobre as ações dos EUA como sendo o mais apropriado, colocando na balança uma retomada do crescimento e a intensificação das incertezas eleitorais dos EUA em 2020, apesar do recente desempenho acima do esperado. Recomendamos menos exposição em ações europeias e vemos maior oportunidade de ganhos em posições cíclicas nos demais mercados. Estamos preferindo títulos de curto prazo do Tesouro dos EUA em bases táticas, e favorecemos no longo prazo tanto os títulos do Tesouro como os TIPS (títulos do Tesouro protegidos contra a inflação, Treasury Inflation-Protected Securities) como fontes de resistência contra potenciais mudanças no regime de alocações estratégicas, ainda que o recente rali nas taxas reais de juros tenha feito com que o ponto de entrada agora esteja menos atrativo.

Ativos em revisão
Desempenho de ativos selecionados nos últimos 12 meses

Desempenho de ativos selecionados nos últimos 12 meses

 

O desempenho passado não é um indicador confiável de resultados atuais ou futuros. Não é possível investir diretamente em um índice.
Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Refinitiv Datastream, janeiro de 2020. Observações: as duas extremidades das barras mostram os retornos mais baixos e mais altos nos últimos 12 meses, e os pontos representam retornos comparados nos 12 meses precedentes. Os retornos de mercados emergentes, alto rendimento e grau de investimento corporativo global são denominados em dólares dos EUA e o restante é denominado em moeda local. Índices ou preços usados: petróleo bruto Brent à vista, MSCI USA Index, ICE U.S. Dollar Index (DXY), MSCI Europe Index, Bank of America Merrill Lynch Global Broad Corporate Index, Bank of America Merrill Lynch Global High Yield Index, Datastream de obrigações do governo com vencimento em 10 anos (EUA, Alemanha e Itália), MSCI Emerging Markets Index, preço do ouro à vista e JP Morgan EMBI Index.

Cenário dos mercados

Os resultados corporativos positivos limitaram as baixas dos mercados acionários causadas pelas preocupações com o surto oriundo da China e seu potencial impacto econômico. A moderação das tensões comerciais e as condições financeiras ainda favoráveis dariam sustentação ao crescimento. A falta de uma liderança clara do Partido Democrata na corrida presidencial americana reforça ainda mais a crescente incerteza política. É provável que tenhamos novas reduções na produção global devido ao impacto do vírus. Estamos monitorando a duração e o grau de severidade do surto, assim como o surgimento de mais casos fora da China. Acreditamos que esteja ocorrendo uma desconexão entre a avaliação atual do mercado sobre o impacto do surto e os riscos de curto prazo da sua propagação geográfica.

Nas próximas semanas

18 de fev.: ZEW Alemanha - Sentimento Econômico e Empire State EUA - Pesquisa Industrial
19 de fev.: Moradia EUA, Inflação RU
20 de fev.: Vendas no varejo - RUe Indicador de Confiança do Consumidor - Área do Euro
21 de fev.: PMI composto para a Área do Euro, Japão e EUA; dados do comércio da Coréia do Sul para os primeiros 20 dias de fevereiro

Nesta semana, os dados do flash do PMI de alguns países poderão mostrar uma desaceleração temporária, especialmente no componente manufatura. Isto poderia reverter a ligeira melhoria que vimos nos dados de janeiro, antes do surto do coronavírus. O acompanhamento de perto dos dados de comércio da Coréia do Sul poderia oferecer um indicativo das mais recentes dinâmicas globais do comércio.

Perspectivas direcionais

Perspectivas táticas sobre os principais ativos mundiais sob a perspectiva do dólar americano, dezembro de 2019

Perspectivas direcionais

 

Nota: Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Perspectivas granulares

Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, dezembro de 2019

Perspectivas granulares

 

Nota: As visualizações são da perspectiva do dólar americano. Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Leia mais sobre nossas perspectivas de investimento em nossa perspectiva de meio do ano de 2019.

Aumento do crescimento

 

Estamos mantendo nossa visão de que o crescimento global vai ser retomado graças ao relaxamento das condições financeiras, que vão mitigar os riscos de recessão.

  • Leia mais

    • O mix do crescimento deveria, em algum momento, sofrer mudanças com a recuperação industrial a partir das turbulências provocadas pelo coronavírus. Estamos vendo uma maior solidez nos setores sensíveis às taxas de juros, como o setor imobiliário.
    • Os EUA e a China têm grandes incentivos para manter a trégua na guerra comercial após concordarem com a primeira fase de um plano limitado de comércio bilateral, embora possa haver mais turbulência. Os EUA adotaram um pacto comercial norte-americano revisado. Ambos os passos devem dar à atividade comercial global algum espaço para respirar, mas as medidas protecionistas dos EUA podem impactar a Europa.
    • Vemos maior incerteza com as perspectivas econômicas da China, e a expectativa de um pacote econômico de estímulo, devido ao surto do coronavírus. O impacto macroeconômico, até aqui, está sendo fundamentalmente determinado pelas medidas agressivas de contenção da China.
    • Nosso trabalho de regime macro coloca o ciclo de negócios em processo de desaceleração, mas podemos ver uma mudança para um regime de “goldilocks”, favorável a ativos de risco ou, por outro lado, para um regime de estagflação moderada, o que não atenderia ao paladar dos mercados.
    • Implicação no mercado: mantemos uma postura moderada pró-risco e vemos potencial para ativos cíclicos, como ativos japoneses e de mercados emergentes, registrarem um melhor desempenho tático.
Pausa na política

 

Nós vemos os fundamentos econômicos influenciando os mercados em 2020, e um menor espaço para flexibilização monetária e outras surpresas políticas. O efeito tardio quanto à flexibilização monetária está começando a se fazer notar na atividade econômica.

  • Leia mais

    • O Federal Reserve reafirmou que o patamar para uma nova flexibilização da política monetária é alto. Acreditamos que há demasiado foco no balanço do Fed, cujo papel agora é principalmente o de manter a taxa dos fundos federais na meta.
    • A China já flexibilizou sua política monetária como uma primeira resposta para mitigar a desaceleração provocada pelo surto.
    • O debate político deve provocar uma maior atenção sobre uma potencial mudança do estímulo monetário para o fiscal. Qualquer suporte fiscal em 2020 deverá vir de fora dos EUA, principalmente do Japão e também de mercados emergentes, com exceção da China. Vemos maior foco no papel da política fiscal, dependendo do resultado das eleições nos EUA.
    • O Reino Unido sinalizou uma mudança potencial em favor do aumento dos gastos públicos. A recente aprovação de um dispendioso investimento em um trem-bala e a troca do “exchequer” (ministro das finanças) sugerem um maior relaxamento das regras fiscais para limitar déficits.
    • Nosso cenário base indica que são remotas as chances de um estímulo fiscal global significativo. Estamos antecipando que o governo do Reino Unido poderia aumentar os gastos públicos e que o surto poderia levar a China a um programa de estímulo maior do que se esperava inicialmente. É importante notar que mudanças moderadas em prol de um maior alívio fiscal podem ter superado o impacto no mercado.
    • Implicação no mercado: os fluxos de renda são cruciais em um ambiente de crescimento lento e taxas baixas. Nós gostamos de EM e dívida de alto rendimento.
Repensando a resiliência

 

Nós vemos os fundamentos econômicos influenciando os mercados em 2020 e um menor espaço para flexibilização monetária e outras surpresas políticas. O efeito tardio quanto à flexibilização monetária está começando a se fazer notar na atividade econômica.

  • Leia mais

    • Nós vemos os fundamentos econômicos influenciando os mercados em 2020 e um menor espaço para flexibilização monetária e outras surpresas políticas. O efeito tardio quanto à flexibilização monetária está começando a se fazer notar na atividade econômica.
    • O Federal Reserve reafirmou que o patamar para uma nova flexibilização da política monetária é alto. Acreditamos que há demasiado foco no balanço do Fed, cujo papel agora é principalmente o de manter a taxa dos fundos federais na meta.
    • A China já flexibilizou sua política monetária como uma primeira resposta para mitigar a desaceleração provocada pelo surto.
    • O debate político deve provocar uma maior atenção sobre uma potencial mudança do estímulo monetário para o fiscal. Qualquer suporte fiscal em 2020 deverá vir de fora dos EUA, principalmente do Japão e também de mercados emergentes, com exceção da China. Vemos maior foco no papel da política fiscal, dependendo do resultado das eleições nos EUA.
    • O Reino Unido sinalizou uma mudança potencial em favor do aumento dos gastos públicos. A recente aprovação de um dispendioso investimento em um trem-bala e a mudança do “exchequer” (ministro das finanças) sugerem um maior relaxamento das regras fiscais para limitar déficits.
    • Nosso cenário base indica que são remotas as chances de um estímulo fiscal global significativo. Estamos antecipando que o governo do Reino Unido poderia aumentar os gastos públicos e que o surto poderia levar a China a um programa de estímulo maior do que se esperava inicialmente. É importante notar que mudanças moderadas em prol de um maior alívio fiscal podem ter superado o impacto no mercado.
    • Implicação no mercado: os fluxos de renda são cruciais em um ambiente de crescimento lento e taxas baixas. Nós gostamos de EM e dívida de alto rendimento.
    • As tensões geopolíticas permanecem altas no Oriente Médio, e acreditamos que os mercados estejam subestimando os riscos cibernéticos antes das eleições nos EUA. Consulte o painel geopolítico.
    • Implicação no mercado: preferimos títulos do Tesouro dos EUA a outros títulos de menor rendimento para lastrear o portfólio e também preferimos títulos que protejam da inflação.
Mike Pyle
Global Chief Investment Strategist
Mike Pyle, CFA, Managing Director, is Global Chief Investment Strategist for BlackRock, leading the Investment Strategy function within the BlackRock Investment
Elga Bartsch
Head de pesquisa econômica e de mercado, BlackRock Investment Institute
Elga Bartsch, Diretora Executiva, é responsável pelo departamento de pesquisa econômica e de mercado do BlackRock Investment Institute (BII). O BII conecta os gestores de ...
Scott Thiel
Chief Fixed Income Strategist, BlackRock Investment Institute
Scott Thiel, Managing Director, is Chief Fixed Income Strategist for BlackRock and a member of the BlackRock Investment Institute (BII). He is responsible ...

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