The role of Chinese assets in portfolios

O papel dos ativos chineses nos portfólios

Rivalidade estratégica entre os EUA e a China está criando um mundo bipolar. Acreditamos que os investidores precisam se expor às duas esferas do crescimento para atingir suas metas de longo prazo.
Visão geral
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Um mercado “desconhecido”

A economia e os mercados de capitais da China cresceram rapidamente para se tornarem os segundos maiores do mundo, mas ainda assim os investidores estrangeiros possuem apenas uma parcela mínima de ações e títulos chineses. Acreditamos que isso seja uma oportunidade perdida na ajuda do cumprimento de objetivos dos investidores no longo prazo.

02

Oportunidade de diversificação

Os investidores precisarão considerar a diversificação entre países, setores e empresas. Como ganhar exposição na esfera chinesa de crescimento? Não se trata apenas de ativos chineses; trata-se de investir em empresas, setores e países que sejam impulsionados pelo crescimento chinês.

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Uma questão de equilíbrio

A China e os EUA estão buscando autossuficiência nos setores mais críticos do futuro. Os investidores precisam equilibrar os casos de investimentos para obter uma maior exposição de seus objetivos e limites, bem como a possíveis restrições de investimento de cada lado.

Uma narrativa mais forte

A China emergiu da pandemia com uma confiança renovada – tal como aconteceu após a crise financeira global (CFG). O crescimento voltou a seguir as tendências e os influxos de investimento direto estrangeiro estão aumentando. Do nosso ponto de vista, um cenário econômico estável fez com que as autoridades se sentissem mais à vontade para enfatizar as reformas estruturais sobre os objetivos de crescimento a curto prazo. Isso aponta para uma ênfase maior na redução dos riscos no setor financeiro, na busca da autossuficiência energética e na redução da dependência do know-how tecnológico importado.

  • Em nossa opinião, a narrativa em torno da China afastou-se das preocupações sobre a saúde de seu sistema financeiro e do crescimento impulsionado pelo crédito.
  • Seu desempenho econômico e de mercado por meio de outro choque global trouxe um foco acentuado para o importante papel que os ativos chineses podem desempenhar ao trazer resiliência para portfólios estratégicos.
  • Aprofundou nossa postura sobre as classes de ativos chineses. Essa visão se destacou devido ao potencial de diversificação e retornos antecipados de ativos chineses em relação a seus similares.
  • Como mostra a tabela, a projeção é que a China e a Ásia, exceto o Japão, continuem a aumentar sua participação no PIB global, enquanto a participação no PIB da América do Norte, Europa e Japão enfraquecem cada vez mais.

A aceleração das tendências estruturais após o choque da Covid ajudou a cristalizar ainda mais nossas opiniões sobre os ativos chineses. A revolução monetária-fiscal conjunta nas economias desenvolvidas tem visto as taxas de juros despencarem, ampliando as perspectivas mais baixas por mais tempo.

Títulos chineses como base de portfólio

Os rendimentos de títulos nominais do governo de mercados desenvolvidos permanecem baixos mesmo após o recente respaldo, aumentando as questões sobre sua função como base de portfólio. A renda e as propriedades de lastro do portfólio de títulos do governo da China parecem relativamente atraentes em um momento em que as propriedades de lastro de títulos do governo de mercado desenvolvidos foram diminuídas. Os níveis da dívida global aumentaram acentuadamente, pois os governos ocidentais colocaram em prática um impulso fiscal de muito do que foi visto durante a CFG, mesmo que a perda econômica geral estimada com o choque da Covid seja uma fração.

Os níveis globais de dívida da China devem ser vistos neste contexto, na nossa opinião. A economia se recuperou sem acrescentar novas dívidas enormes – uma importante evolução que fala do foco na qualidade do crescimento em relação à quantidade.

Buscando uma nova diversificação

Buscando uma nova diversificação, mostrando o desempenho de um portfólio hipotético de vários ativos com e sem ativos da China durante vários períodos de menor tolerância ao risco.

Os números mostrados estão relacionados ao desempenho passado. O desempenho passado não é um indicador confiável dos resultados atuais ou futuros e não deve ser o único fator a ser considerado ao selecionar um produto ou estratégia. Os índices não são gerenciados e não estão sujeitos a taxas. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Refinitiv, maio de 2021. Observações: O gráfico mostra o desempenho de um portfólio hipotético de vários ativos de family office no Reino Unido em quatro períodos de estresse no mercado global nos últimos 15 anos. As datas para os cenários específicos considerados são: Crise financeira de 2008 (12 de setembro a 3 de novembro de 2008), crise financeira global (3 de dezembro de 2007 a 9 de março de 2009), redução do Fed (21 de maio de 2013 a 24 de junho de 2013), crise do mercado de 2020 (19 de fevereiro de 2020 a 23 de março de 2020). Os cálculos de risco são realizadosutilizando o modelo de risco Alladin da BlackRock Solutions. Proxies de índice no Apêndice. O gráfico é fornecido apenas para fins informativos. A análise de desempenho é apresentada apenas para fins informativos. Ele não deve ser interpretado erroneamente como constituindo o desempenho real de qualquer produto, nem deve ser vinculado a qualquer decisão de investimento. Os dados apresentados representam uma avaliação do meio dos mercados em um momento específico e não se destinam a ser uma previsão de eventos futuros ou uma garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas pelo leitor como consultoria de pesquisa ou investimento em relação aos fundos ou qualquer título em particular.

A resiliência econômica é cada vez mais importante quando dois polos de crescimento podem provavelmente resultar em uma dissociação de economias e oportunidades de investimento.

Acreditamos que ver os investimentos chineses apenas como uma oportunidade traz riscos - os investidores precisam ter maior alocação para este pilar do crescimento global.

O gráfico mostra o desempenho de um portfólio hipotético de vários ativos do Reino Unido com e sem uma alocação de títulos e ações do governo chinês nos principais eventos anteriores do mercado

Consulte o PDF para ver o detalhamento por ativo. Em cada caso, uma alocação à China teria ajudado o portfólio a melhorar a situação desses episódios de turbulência no mercado.

O que consideramos:

A ascensão da China

A presença da China no palco global está se tornando cada vez mais proeminente. No entanto, sua representação nos índices de referência está muito abaixo de sua importância econômica e tecnológica, como mostrado no primeiro gráfico. Os volumes comerciais e os influxos de investimento direto - ambos em recordes altos - mostram poucos sinais de que as tensões comerciais entre EUA e China estão impedindo a ascensão do país.

Grande demais para perder: mostrando a participação global de China em várias categorias no abril de 2020; y Motores de cresimento e diversificação: mostrando a participação regional do PIB global de 1990 a 2024

Estas informações não devem ser consideradas como recomendação para investir em qualquer classe de ativos ou estratégia ou uma promessa - ou mesmo uma estimativa - de desempenho futuro. Os índices não são gerenciados e não levam em conta as taxas. Não é possível investir diretamente em um índice. Fontes: BlackRock Investment Institute e FMI, com dados da Datastream, Refinitiv, junho de 2020. Observações: O gráfico à esquerda mostra a representação da China nas principais métricas macro e de mercado. Usamos o Bloomberg Barclays Global Aggregate Index e o índice de ações MSCI ACWI como proxies para títulos e ações globais, respectivamente. O gráfico à direita mostra a parcela combinada do PIB global de cada região em uma base de paridade de poder de compra.

Um cenário cheio de nuances

O caminho a seguir para as relações entre EUA e China pode ser mais previsível sob a administração do Presidente dos EUA, Joe Biden, em comparação com a dos últimos anos. Os EUA e a China se comprometeram a trabalhar juntos para lidar com as mudanças climáticas, sugerindo engajamentos em questões globais importantes. No entanto, acreditamos que a rivalidade estratégica entre os dois poderes – em várias dimensões – provavelmente persista.

Economicamente, a China tem a ambição de duplicar o PIB até 20351 – superando os EUA e mudando firmemente o centro de gravidade do crescimento global para a Ásia nos próximos anos. Consulte o gráfico acima à direita. Os planos abrangentes tocam muitos pontos críticos na relação entre EUA e China, com a pandemia de Covid ampliando o foco econômico de cada país. As cadeias de suprimento seguras e a autossuficiência em tecnologias e setores críticos são uma prioridade estratégica e podem levar a uma reformulação do comércio global. Intensificar a concorrência entre os EUA e a China sobre as principais tecnologias, como 5G e semicondutores, é um exemplo.

Estratégia de “dupla circulação”

Um componente-chave da estratégia da China é a “dupla circulação”. Apresentada pela primeira vez pela liderança da China em maio de 2020, a dupla circulação é o conceito de aumentar a resiliência da economia por uma maior ênfase na oferta e na demanda da economia doméstica, ao mesmo tempo em que se aumenta os vínculos econômicos do país com o resto do mundo. Os recentes acordos comerciais indicam a alteração dos futuros padrões de comercialização em vez da redução do comércio - entre a China e seus parceiros regionais através da RCEP (Regional Comprehensive Economic Partnership, Parceria regional econômica abrangente) e em outros países com a União Europeia. RCEP – abrangendo 30% do PIB global2 – aproxima a China da Coreia do Sul, do Japão e do Sudeste Asiático. Poderíamos ver cada vez mais os países se alinhando com os dois polos de crescimento – liderados pelos EUA e pela China – e até mesmo sendo forçados a escolher entre os dois.

As ligações da China com os mercados globais estão prontas para se aprofundar – com uma maior inclusão de índices e abertura a investidores estrangeiros – ao mesmo tempo que as ligações econômicas estão sendo remapeadas. Durante décadas, o mundo seguia rumo a uma direção mais globalizada. Em geral, isso significava que as exposições geográficas, como seleção de país e região, estavam se tornando menos importantes. Consideramos que uma abordagem ponderada da diversificação geográfica se torna cada vez mais importante em um mundo em que o sentido de deslocamento quase unidirecional para a globalização foi interrompido. As divisões entre países e regiões - especialmente os EUA e a China - e setores como a tecnologia estão se destacando. Isso é verdade tanto do ponto de vista de retorno, quando se trata de exposição a ambos os motores de crescimento, quanto do ponto de vista do risco e da diversificação, mantendo um maior equilíbrio de ativos menos correlacionados entre si.

O papel potencial que os ativos chineses podem desempenhar nos portfólios estratégicos destacam-se por um princípio-chave de investimentos mais -amplos: a resiliência -de um portfólio pode ser mais impulsionada pela diversificação deliberada entre países, setores e regiões, em vez das correlações amplas das classes de ativos. A crescente dispersão de retorno entre regiões devido a um mundo bifurcado com os EUA e a China em polos opostos – veja o gráfico com os motores de crescimento – cria mais potencial de diversificação de retorno.

Uma revolução de “qualidade”

Uma revolução de “qualidade”

O que a “qualidade” implica? No contexto das perspectivas de crescimento da China, acreditamos que abranja pelo menos três áreas destacadas pelo Presidente Xi Jinping em Janeiro de 2017 no Fórum Econômico Mundial: o ambiente, o bem-estar econômico e a estabilidade do sistema financeiro. Ou seja, a China quer tornar-se uma economia mais produtiva, com cada unidade do PIB incremental gerando proporcionalmente menos poluição, desigualdade e risco financeiro (dívida). Este é o caminho para o crescimento da qualidade.

Acreditamos que a China irá priorizar reformas que enfatizem esses objetivos, pois os legisladores os veem como essenciais para proporcionar um país mais próspero e poderoso.

Dívida e mercados privados

Tanto o Ocidente quanto a China estão passando por uma revolução política – um dos nossos principais temas desde o choque da Covid-19. Mas, fundamentalmente, essas revoluções são muito diferentes. As economias ocidentais estão combinando um grande estímulo fiscal e monetário, com a esperança de que a escala desse apoio político possa ajudar a alcançar objetivos sociais além de uma meta estreita de inflação.

Na China, acreditamos que a revolução é um esforço sincero para afastar-se de um foco primordial baseado na quantidade de crescimento para um foco maior na qualidade do crescimento. Os governos ocidentais colocaram em prática um impulso fiscal de muitos dos que foram vistos durante a CFG, mesmo que a perda econômica geral estimada com o choque da Covid seja uma fração. Acreditamos que os níveis globais da dívida da China devam ser vistos neste contexto.

A qualidade na revolução da China e as mudanças estruturais que vemos se desenrolar na economia têm implicações importantes para o mercado em rápido crescimento dos ativos privados. A estratégia de dupla circulação, um impulso para se tornar neutra em carbono até 2060 e a urbanização são transformações de longo prazo que podem não ser adequadamente capturadas pelos ativos listados e comercializados nos mercados públicos de hoje, em nossa opinião. Os investidores que desejam participar dessas transformações podem considerar fazê-las por meio de mercados privados, mas devem estar cientes dos riscos envolvidos.

Explorando mercados privados

Os mercados privados podem estar mais bem posicionados para oferecer exposição direcionada a tendências domésticas emergentes na China. Uma pesquisa de capital privado da Bain & Company na região da Ásia-Pacífico constatou que os investidores viram um maior crescimento nas empresas de financiamento impulsionadas pela digitalização. Vemos títulos imobiliários e privados e o crédito crescendo rapidamente na China. Consulte os gráficos abaixo para obter detalhes.

Espaço para crescer: mostrando a divisão de empréstimos corporativos de setembro de 2020; y Oportunidades de crescimento: mostrando setores de crescimento do mercado privado esperado no 2021

BlackRock Investment Institute, Bank for International Settlements, Bain & Company, maio de 2021. Observações: o gráfico à esquerda mostra a participação de bancos e instituições financeiras não bancárias no total de empréstimos corporativos na China, na zona do euro como um todo e os dados dos EUA em setembro de 2020, o mais recente disponível no BIS. O gráfico à direita mostra os setores em que os investidores institucionais do mercado privado veem o maior crescimento na China de acordo com uma pesquisa da Bain & Co de 2021.

Sustentabilidade em foco

Sustentabilidade em foco

Na nossa opinião, a sustentabilidade será um poderoso impulsionador de retornos globais a médio prazo e cada vez mais central para todas as decisões de investimento. Há muitos aspectos para a sustentabilidade – e o peso atribuído a cada um difere entre os investidores. Como resultado, a avaliação geral da China é específica do investidor. Consideramos tanto o estado atual quanto a direção a ser seguida quando se trata de avaliar as credenciais de sustentabilidade da China. Vemos melhorias em várias frentes – de forma notável, em seus compromissos ambientais – mas reconhecemos que ainda há mais a fazer, e os compromissos precisam ser cumpridos.

Nossas estimativas de retorno de ativos (CMAs) incorporam o impacto da mudança climática sobre os retornos de ativos de longo prazo. A sabedoria popular diz que investir na China e ser favorável ao clima são ações conflitantes. Nós discordamos. O compromisso da China com uma economia líquida zero até 2060 foi um passo importante – não só para sua própria economia, mas também para o progresso global em direção às metas climáticas. A economia da China é a que mais se beneficia entre as grandes nações de uma transição “verde” para um mundo mais sustentável, na nossa análise, do que um cenário sem ação climática.

Em nossos CMAs, focamos no E em ESG. Por quê?

  1. Há um amplo reconhecimento da importância das mudanças climáticas para os resultados econômicos e sociais.
  2. Existe consenso sobre a medição da contribuição de uma entidade para as mudanças climáticas por meio das emissões de carbono.

Esses fatores sugerem que a mudança climática será um impulsionador de retornos no nível mais amplo do mercado. Veja nosso artigo Mudança climática: Transformando o risco de investimento em oportunidade de fevereiro de 2021 para mais informações.

Nossa postura de dar maior atenção aos ativos chineses em relação aos índices de referência não muda após levar em conta o impacto na mudança climática sobre os retornos esperados. A composição dos índices de ações chineses está mais bem alinhada com a transição para uma economia de baixo carbono, em nossa opinião. Por exemplo, o setor industrial da China tem cerca de 39% do PIB da China. No entanto, os industriais constituem apenas 5% do índice MSCI China, que tem uma concentração mais elevada nos setores “mais ecológicos”, como serviços de consumo discricionário (34%) e serviços ao consumidor (20%).

A incorporação da sustentabilidade no processo de investimento requer a distinção entre as condições atuais e as oportunidades potenciais. O foco dos líderes da China em alcançar uma economia neutra em carbono provavelmente será filtrado para as prioridades e objetivos corporativos. A equipe de administração de investimentos da BlackRock se envolve com empresas chinesas, assim como em outras jurisdições, para fortalecer as divulgações de sustentabilidade: veja sua estrutura para lidar com questões mais amplas do ESG em suas prioridades globais de engajamento para 2021.

Reconhecemos que as divulgações têm um longo caminho a percorrer. No entanto, consideramos que isso não deve prejudicar o caso fundamental dos ativos chineses em carteiras estratégicas. Algumas preocupações com a sustentabilidade provavelmente persistirão. Esperamos que as questões sociais e de governança tenham maior destaque após a Covid-19. Vemos a sustentabilidade crescendo além dos meros rótulos de E, S e G. Isso traz complicações que muitas vezes se relacionam à falta de dados adequados. Há algumas maneiras de fazer divulgações adequadas – mas vemos isso como uma possível área de evolução e progresso nos próximos anos que deve ser observada de perto.

Risco e retorno

A economia e os mercados chineses evoluíram rapidamente e, por isso, as opiniões sobre o risco e o retorno não podem ser totalmente ancoradas no passado. O nosso argumento "por que a China" não se baseia em melhores expectativas de crescimento econômico.

Na verdade, nossas estimativas de crescimento chinês são modestas em relação ao histórico – estimamos que o crescimento anual do PIB real, em média, será inferior a 4% em uma década. No entanto, os nossos retornos esperados visam muito mais do que o PIB regional. As estimativas de ganhos com base no mercado, as perspectivas de margens de lucro, avaliações e a trajetória das taxas internas têm uma influência maior sobre nossos retornos esperados do que o crescimento. Nossa estimativa do prêmio de risco de ações – nossa métrica preferida para determinar avaliações – está em 7,3% para o mercado de ações do continente, em comparação com 4,3% para os EUA, apontam para uma relação risco-recompensa atraente para o primeiro.

Estimativas do mercado de capitais mostrando retornos anualizados estimados de cinco anos e faixas de incerteza de dezembro de 2020

Estas informações não devem ser consideradas uma recomendação para investir em qualquer classe de ativos ou estratégia ou uma promessa - ou mesmo uma estimativa - de desempenho futuro. Fontes: BlackRock Investment Institute, maio de 2021. Dados de 31 de dezembro de 2020. Observações: O gráfico mostra o total esperado de retornos nominais a partir de uma perspectiva de dólar norte-americano. As expectativas de retorno de ativos são brutas. Há dois conjuntos de faixas em torno de nossas expectativas médias de retorno. As faixas mais escuras mostram nossas estimativas de incerteza em nossas estimativas médias de retorno. As faixas mais claras são baseadas nos percentis 25 e 75 dos resultados de retorno esperados - a faixa interquartil. Os mercados regionais de ações são representados pelos índices regionais da MSCI. As ações A da China são representadas pelo índice onshore de ações A MSCI China e as ações da China, pela MSCI China. Os índices de renda fixa em ordem são: Bloomberg Barclays China Treasury+PolicyBank Total Return Index, JP Morgan GBI EM Index, JP Morgan EMBI Global Diversified Index, Bloomberg Barclays U.S. Government Index, Bloomberg Barclays U.S. Government Inflation-Linked Bond Index, Bloomberg Barclays U.S. Government Inflation-Linked Bond Index, Bloomberg Barclays U.S. Credit Index e Bloomberg Barclays Global Aggregate Treasury Index ex U.S. Indexes não são gerenciados, não contabilizam as taxas e são usados apenas para fins ilustrativos. Não devem ser considerados indicativos do desempenho de qualquer fundo ou estratégia. Não é possível investir diretamente em um índice.

Esperamos que os retornos de capital listados na China ultrapassem os índices agregados de EM e DM, impulsionados principalmente pelo aumento de ganhos e taxas de pagamento mais altas do que no passado, devido às demandas de investidores internacionais e à pressão do regulador de títulos chinês.

Esperamos que os rendimentos chineses aumentem, ainda que em uma base ajustada ao risco, vendo esses retornos mais atraentes do que títulos do governo de mercados emergentes e comparavelmente desenvolvidos. Nossos retornos anuais esperados de cinco anos para títulos do governo chinês são mais altos do que para os títulos do Tesouro dos EUA. Consulte a tabela acima. Para que os retornos esperados sobre títulos chineses sejam iguais ao retorno esperado sobre títulos do Tesouro dos EUA, precisamos ver os rendimentos de títulos do governo da China aumentarem consideravelmente em relação aos níveis atuais – um evento improvável, em nossa opinião.

Acima dos parametros de distribuição

Acreditamos em um ponto de partida para uma alocação neutra na China para a maioria dos investidores que seja melhor do que as implícitas pelos índices de referência atuais. Consideramos com mais atenção os ativos chineses, particularmente títulos do governo, em relação a seu peso em índices globais de referência. Veja nossas inclinações regionais no gráfico de divisão geográfica.

Estimativas do mercado de capitais mostrando retornos anualizados estimados de cinco anos e faixas de incerteza de dezembro de 2020

Estas informações não devem ser consideradas uma recomendação para investir em qualquer classe de ativos ou estratégia específica ou uma promessa - ou mesmo uma estimativa - de desempenho futuro. Não é possível investir diretamente em um índice. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Refinitiv, Datastream, maio de 2021. Observações: Os gráficos mostram nossas inclinações regionais para títulos do governo e ações para um portfólio hipotético, sem restrições, de dólares norte-americanos e de vários ativos em um cenário de 10 anos em relação a seus respectivos pesos em índices de referência. Usamos o índice Bloomberg Barclays Global Treasury para títulos do governo e o MSCI AC World para ações. O portfólio hipotético pode ser diferente dos de outras jurisdições, destina-se apenas a fins informativos e não constitui recomendação de investimento. A alocação apresentada acima não representa nenhum portfólio existente e, como tal, não é um produto de investimento. A alocação no portfólio hipotético baseia-se em critérios aplicados com o benefício do retrospecto e do conhecimento de fatores que podem ter afetado positivamente seu desempenho e não pode levar em conta fatores de risco que possam afetar o desempenho de um portfólio real. O desempenho real pode variar significativamente de nosso portfólio hipotético de vários ativos devido a custos de transação, liquidez ou outros fatores do mercado. Os índices não são administrados, não são responsáveis por taxas de administração e não é possível investir diretamente em um índice.

Oportunidade estratégica

Acreditamos que os investidores, de modo geral, estejam subinvestidos em ativos chineses – mesmo que abaixo do que acreditamos ser níveis neutros sugeridos pelas referências globais atuais.

Uma pesquisa interna sobre as tendências de portfólio no EMEA conduzida pelo grupo BlackRock de Portfolio and Analytics Solutions ao longo de 2020 mostrou que a alocação explícita média para a China foi de apenas 0,3% para ações e de apenas 0,05% para renda fixa. A exposição implícita através de alocação mais ampla de mercados emergentes também foi relativamente pequena – abaixo de 3% para títulos e abaixo de 0,5% para títulos. Os títulos chineses representam cerca de 5% do índice de participação acionária e os títulos da MSCI ACWI representam cerca de 7,5% no Bloomberg Barclays Global Aggregate Index.

A participação estrangeira geral em ativos onshore chineses é baixa, mesmo após o recente aumento na entrada de capitais, à medida que a inclusão de índice aumentou. Os investidores offshore detêm 4,3% do mercado interno de ações A e 2,9% dos títulos onshore até o final de 2020, de acordo com dados do Banco Popular da China. Acreditamos que os investidores globais devem procurar a alocação à medida que o acesso se abre. Nossa alocação preferida para um portfólio estratégico hipotético institucional de vários ativos do Reino Unido em uma visão de 10 anos é apresentada no gráfico abaixo.

Aumentar as alocações, mostrando a alocação de vários ativos para um portfólio estratégico hipotético institucional de vários ativos do Reino Unido em um cenário de 10 anos

Estas informações não devem ser consideradas uma recomendação para investir em qualquer classe de ativos ou estratégia específica ou uma promessa - ou mesmo uma estimativa - de desempenho futuro. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Refinitiv Datastream e da Bloomberg, maio de 2021. Observações: O gráfico mostra uma alocação estratégica hipotética de ativos, com base nas métricas mostradas em nosso site de estimativas de mercado de capitais. Os proxies de indexação podem ser encontrados na guia Estimativas, sob os ícones de informações na tabela de resumo das estimativas. As estimativas de taxas são listadas na guia de metodologia. A alocação apresentada acima não representa nenhum portfólio existente e, como tal, não é um produto de investimento. A construção da alocação em ativos hipotéticos baseia-se em critérios aplicados com o benefício do retrospecto e do conhecimento de fatores que podem ter afetado positivamente seu desempenho e não pode levar em conta fatores de risco que possam afetar o desempenho do portfólio real. O desempenho real pode variar significativamente devido a custos de transação, liquidez ou outros fatores do mercado. Os índices não são administrados, não são responsáveis por taxas de administração e não é possível investir diretamente em um índice. Usamos proxies BlackRock para mercados privados selecionados devido à falta de dados suficientes. Esses proxies representam a combinação de exposições de fatores de risco que acreditamos representar a sensibilidade econômica de determinada classe de ativos.

Jean Boivin
Chefe do BlackRock Investment Institute
Natalie Gill
Estrategista de portfólio, BlackRock Investment Institute
Wei Li
Estrategista-chefe de investimentos, BlackRock Investment Institute
Vivek Paul
Estrategista de portfólio sênior, BlackRock Investment Institute
Ben Powell
Estrategista-chefe de investimentos da Ásia-Pacífico, BlackRock Investment Institute
Yu Song
Economista-chefe da China, BlackRock Investment Institute