COMENTÁRIO GLOBAL SEMANAL

Por que permanecemos moderadamente pró-risco

Pontos Chave

Mantendo nossas perspectivas
A melhora no cenário macroeconômico, o forte rali do risco e a crescente volatilidade nos levam a ser pró-risco moderado, com preferência por crédito nos próximos meses.
Parando as discussões fiscais
O desfecho das negociações de um novo pacote fiscal dos EUA se encaminha para o “tudo ou nada”: ou um pacote fiscal robusto, ou nenhum acordo até as eleições de novembro.
Reunião do Fed
Os mercados ficarão de olho em detalhes do novo sistema de metas de inflação média do Fed, tendo em vista a reunião de política monetária do banco central nesta semana.

O cenário macroeconômico está melhorando, os ativos de risco estão em alta há um bom tempo e a crescente volatilidade do mercado sinaliza riscos que os investidores deverão enfrentar com as eleições presidenciais dos EUA chegando. Isso nos deixa moderadamente pró-risco para o restante do ano, com preferência por crédito.

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Gráfico da semana
Apoio ao mercado de trabalho em países desenvolvidos selecionados, setembro de 2020

Apoio ao mercado de trabalho em países desenvolvidos selecionados, setembro de 2020

 

Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados da Haver Analytics, BLS, Eurostat, ONS, DARES, Ministério do Trabalho da Espanha, INPS, Autor et al. (2020), setembro de 2020. Observações: As últimas estimativas são de agosto para os EUA, de julho para a zona do euro, e de junho para o Reino Unido. Estimativas oficiais dos trabalhadores cobertos pelo programa de proteção salarial (PPP) dos EUA ainda não foram publicadas; assim sendo, utilizamos as estimativas de Autor et al. para junho como as mais recentes. Os extremos das barras mostram os níveis em que os esquemas de licença temporária atingiram o máximo, a partir de março de 2020. A zona do euro foi baseada na média entre Alemanha, França, Itália e Espanha.

Vemos as restrições localizadas, em vez de uma volta às quarentenas nacionais, como o principal método de controle do vírus nos próximos meses. As taxas de óbitos e de hospitalização por infecção caíram, apesar do aumento do número de casos. Diante desse cenário, utilizamos três sinais de alerta para avaliar a retomada: nível de atividade, apoio das políticas públicas e danos permanentes. A retomada até o momento trouxe uma boa surpresa. Isso reforça a nossa visão de que o choque acumulado do vírus seria uma fração daquele causado pela crise financeira global de 2008, mesmo considerando que a parte mais difícil da retomada ainda está por vir. As políticas públicas ainda oferecem apoio à retomada, como mostra o gráfico, através das medidas fiscais em auxílio aos principais mercados de trabalho. Os programas europeus de redução de jornada ou de licença temporária apoiaram uma grande parte da força de trabalho, como mostram as barras em verde. Os EUA priorizaram benefícios adicionais para os desempregados. Tanto o Reino Unido quanto os EUA enfrentam riscos devido ao término prematuro de tais programas.

As políticas monetária e fiscal tiveram um papel fundamental no apoio ao setor privado. Os dados do emprego dos EUA indicam uma queda adicional na taxa do desemprego e um aumento na participação do trabalho. Na Europa, as políticas do mercado de trabalho ajudaram a frear o aumento no desemprego. Mesmo assim, elas podem atrasar o inevitável ajuste de alguns setores para um mundo pós-COVID, além de afetar a produtividade e os salários no longo prazo. A principal mudança recente na política monetária: O Federal Reserve adotou um sistema de metas de inflação média e passou a utilizar o déficit relativo ao pleno emprego como a principal ferramenta para avaliar as condições do mercado de trabalho. Isso aumenta a probabilidade de maior inflação no médio prazo e traz outros riscos, como as dificuldades políticas que poderiam dificultar para o Fed o combate a outras situações inflacionárias no futuro.

Até o momento, vimos uma evidência limitada de danos permanentes à economia, apesar de muitas empresas e pessoas estarem passando por um doloroso período de reajuste. Os pedidos de falência de grandes empresas nos EUA tinham subido de forma acentuada até julho, porém caíram em agosto. Algumas empresas dos EUA utilizam os processos de falência para proteção contra credores, enquanto se reestruturam para um mundo pós-COVID. Na Europa, os dados de falência têm sido distorcidos devido ao relaxamento temporário das exigências de empresas economicamente inviáveis suspenderem suas atividades. Os financiamentos bancários para empresas não financeiras da zona do euro ainda estão com forte crescimento, proporcionando um pouco de fôlego para as empresas. Apesar disso, vemos riscos de que o apoio das políticas públicas possa produzir “empresas zumbis” inviáveis.

O recente sell-off do mercado de ações norte-americano poderia ter sido causado pela reversão de posições superinvestidas no setor de tecnologia, justamente o setor de melhor desempenho neste ano. Também indica alguns riscos fundamentais que os investidores precisam enfrentar nos próximos meses, como o crescente domínio das ações de tecnologia no mercado. A exaustão das políticas públicas também representa um risco. O recolhimento prematuro poderia comprometer a retomada, no momento em que temos a fase mais difícil pela frente. Isso poderia abrir as portas para consideráveis danos adicionais na economia real. A propagação do vírus poderia se acelerar com a chegada do inverno no hemisfério Norte. A eleição dos EUA em novembro também pode ser motivo de grande preocupação, com possíveis implicações muito distintas nas políticas públicas e nos mercados.

A conclusão: Permanecemos moderadamente pró‑risco nos próximos 6 a 12 meses. Preferimos o crédito, em vez de ações, em bases táticas, uma vez que as ações se tornaram relativamente mais caras do que o crédito. No crédito, favorecemos o rendimento elevado devido ao seu potencial de receita e estamos neutros no grau de investimento. Quanto às ações, preferimos o mercado da zona do euro, devido à sua exposição cíclica. Estamos underweight nos mercados emergentes (ME), exceto a Ásia, e estamos neutros nos ME, uma vez que estes mostraram melhor controle do vírus e melhor desempenho no mercado.

Ativos em revisão
Desempenho de ativos selecionados, acumulado e intervalo de 2020

Desempenho de ativos selecionados, acumulado e intervalo de 2020

O desempenho passado não é um indicador de resultados atuais ou futuros. Não é possível investir diretamente em um índice. Fontes: BlackRock Investment Institute, com dados do Refinitiv Datastream, agosto de 2020. Observações: Os dois extremos das barras mostram os retornos mais baixos e mais altos, comparados com o final de 2019; os pontos representam os retornos acumulados do ano. Os retornos de mercados emergentes, rendimento elevado e grau de investimento corporativo global são denominados em dólares norte-americanos e o restante é denominado em moeda local. Índices ou preços usados: Petróleo tipo Brent à vista, MSCI USA Index, ICE U.S. Dollar Index (DXY), MSCI Europe Index, Bank of America Merrill Lynch Global Broad Corporate Index, Bank of America Merrill Lynch Global High Yield Index, Datastream de obrigações do governo com vencimento em 10 anos (EUA, Alemanha e Itália), MSCI Emerging Markets Index, preço do ouro à vista e J.P. Morgan EMBI Index.

Cenário dos mercados

A atividade econômica começou a se normalizar pelo mundo, apesar de algumas novas quarentenas pontuais para conter focos virais. A volatilidade do mercado está de volta, depois de meses de contínua subida dos ativos de risco. As valorações aumentaram e pudemos ver maior volatilidade, especialmente em decorrência do acirramento da disputa eleitoral dos EUA. Um fator fundamental: O desfecho das negociações de um novo pacote fiscal dos EUA se encaminha para o “tudo ou nada”: ou um pacote robusto, ou nenhum acordo até as eleições. Além disso, a pandemia ainda está se propagando em muitos países, e as tensões entre EUA e China aumentaram.

Nas próximas semanas
15 de setembro: Alemanha – indicador ZEW de sentimento econômico; EUA – produção industrial
16 de setembro: Comitê Federal de Mercado Aberto – encerramento do encontro
17 de setembro: Fed da Filadélfia – pesquisa sobre a perspectiva do setor industrial; Banco da Inglaterra e Banco do Japão – reunião de política monetária
18 de setembro: Universidade de Michigan – pesquisas de consumidores

Os bancos centrais estarão no centro das atenções nesta semana. O Fed estará nos holofotes, uma vez que realiza a primeira reunião de política monetária depois de apresentar seu novo sistema de metas de inflação média. Quaisquer detalhes sobre o que o sistema significa na prática poderiam ter implicações relevantes nas expectativas da inflação.

Perspectivas direcionais

Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, julho de 2020

Ativo Strategic view Tactical view
Ações Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Estamos neutros em ações em um horizonte estratégico, diante do cenário adverso para resultados corporativos e pagamento de dividendos. Estamos fazendo um corte no nosso overweight moderado em mercados emergentes e mantemos em neutra nossa exposição a mercados desenvolvidos. Do ponto de vista tático, também estamos neutros em ações. Favorecemos a qualidade, devido à sua resiliência e também favorecemos a Europa entre as exposições cíclicas.
Crédito Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Passamos para overweight estratégico em crédito, após termos permanecido underweight durante o ano passado. O significativo aumento dos spreads compensa os riscos de inadimplência e downgrades, na nossa opinião. Em um horizonte tático, as medidas extraordinárias dos bancos centrais, incluindo compras de dívida corporativa, são favoráveis. Os riscos de uma crise de liquidez temporária permanecem, mas os rendimentos de cupom passam a ser cruciais em um mundo carente de rendimentos.

Títulos

governamentais
Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
A justificativa estratégica para manter títulos governamentais nominais sofreu significativa redução, com os rendimentos próximos ao que se percebe como limites inferiores. A perspectiva de juros cada vez mais baixos, por um período cada vez maior, compromete a capacidade da classe de ativos de funcionar como proteção contra as liquidações do mercado de ações no longo prazo. Do ponto de vista tático, mantemos a duração como neutra, pois as medidas de políticas públicas sem precedentes inclinam os rendimentos para baixo.
Liquidez Tactical view - neutral Tactical view - neutral
Estamos neutros em liquidez e nos baseamos nisso para apoiar nossa visão sobre o crédito. Um pouco de liquidez faz sentido como proteção contra os choques de oferta, que provocam a queda das ações e dos títulos.

Mercados

privados
Strategic equities - neutral Tactical view - neutral
Os fluxos de retorno não tradicionais, incluindo crédito privado, têm potencial de criar valor e de ajudar na diversificação. Muitos investidores institucionais permanecem sub-investidos nos mercados privados, já que superestimaram os riscos de liquidez, na nossa opinião. Os ativos privados refletem uma ampla gama de exposições, porém, as valorações e maiores incertezas inerentes de alguns ativos privados nos levam a uma posição neutra.

Nota: Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Perspectivas granulares

Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, julho de 2020

Legend Granular
Ações

Ativo Tactical view
United States United States
Reduzimos as ações dos EUA para neutro. Os riscos de redução do estímulo fiscal e de uma epidemia mais longa ameaçam interromper a forte recuperação do mercado. As renovadas tensões entre EUA e China e uma eleição indefinida também são elementos a se considerar.
Europe
Europe
Nós fizemos um upgrade das ações europeias para overweight. A região está exposta a um aumento cíclico, com a retomada da economia, diante do cenário de sólidas medidas de saúde pública e uma resposta política favorável.
Japan
Japan
Fizemos upgrade das ações do Japão para neutro. Vemos contundentes políticas fiscais e medidas de saúde pública contribuindo para a rápida normalização.
Emerging markets Emerging markets
Estamos reduzindo as ações dos mercados emergentes para underweight. Estamos preocupados com a propagação da pandemia e vemos menos espaço ou disposição política para medidas que mitiguem o impacto em muitos países, salvo algumas exceções.
Asia ex-Japan Asia ex-Japan
Reduzimos as ações da Ásia, excluindo o Japão, para neutro. As tensões renovadas entre os EUA e a China representam um risco. O objetivo da China, de equilibrar o crescimento com estabilidade financeira, levou a medidas políticas discretas para compensar as repercussões do vírus.
Momentum Momentum
Mantemos nosso momentum em neutro. A composição setorial do fator proporciona exposição tanto ao crescimento (setor de tecnologia) quanto às ações defensivas (setor farmacêutico). Ainda assim, a alta concentração de momentum oferece riscos diante da retomada.
Value
Value
Estamos fazendo um upgrade em valor para neutro. Vemos que a retomada em curso das economias deveria beneficiar os ativos cíclicos e, potencialmente, ajudar o fator de estilo “valor” a se recuperar, após um longo período de desempenho abaixo do esperado.
Minimum volatility Minimum volatility
Reduzimos a volatilidade mínima para neutra. A retomada das economias deverá beneficiar os ativos cíclicos e reduzir a necessidade de exposições defensivas.
Quality
Quality
Aumentamos o nosso overweight em qualidade. Vemos o fator como a exposição mais resiliente para fazer frente a um leque de resultados, em termos de desdobramentos da pandemia e da economia.

Renda Fixa

Ativo Tactical view
U.S. Treasuries  
   U.S. Treasuries
Favorecemos os títulos do Tesouro dos EUA. Os rendimentos de longo prazo deverão cair mais do que em outros mercados desenvolvidos, mesmo que as taxas baixas comprometam sua capacidade de mitigar o risco contra as liquidações do mercado.
Treasury Inflation-Protected Securities Treasury Inflation-Protected Securities
Estamos neutros em TIPS. Um grande declínio das taxas torna o ponto de entrada menos atrativo. Ainda vemos potencial para maior inflação e favorecemos TIPS em alocações estratégicas.
German bunds 
    Europe
Permanecemos underweight em bunds, os títulos públicos alemães, pois os atuais níveis de rendimento fornecem pouca proteção contra eventos de maior risco. Além disso, a possível emissão relacionada à proposta de recuperação da UE poderia competir com os bunds alemães por investimento.
Euro area peripherals Japan
Estamos overweight em títulos governamentais da zona periférica do euro, apesar do recente desempenho acima do esperado. Prevemos compressão adicional nas taxas, devido ao maior relaxamento quantitativo do Banco Central Europeu e outras medidas de políticas públicas.
Global investment grade Global investment grade
Fizemos downgrade do crédito com grau de investimento para neutro. Vemos pouco espaço para maior compressão dos spreads dos rendimentos, pois consideramos que cortes das taxas de juros ou compras de ativos adicionais, como parte das respostas em políticas públicas, sejam pouco prováveis. As compras de ativos pelos bancos centrais e o cenário de taxas estáveis ainda representam um bom suporte às políticas.
Global high yield 
Global high yield
Aumentamos o nosso overweight em rendimento elevado. Vemos que as altas taxas implícitas de inadimplência como excessivamente pessimistas, enquanto o rendimento elevado permanece como uma fonte atrativa de retornos, em um mundo carente de rendimentos.
Emerging market - hard currency Emerging market - hard currency
Fizemos downgrade para dívida de mercados emergentes em moeda forte, devido à propagação da pandemia, grande exposição a exportadores de energia e limitado espaço para medidas políticas, em algumas destas economias emergentes. Os riscos de inadimplência podem estar subestimados.
Emerging market - local currency Value
Fizemos o downgrade da dívida dos mercados emergentes em moeda local para underweight. Vemos muitos países emergentes sem a capacidade necessária para controlar a propagação do vírus e com pouco espaço nas políticas públicas para amortecer o impacto da pandemia.
Asia fixed income  
Asia fixed income
Passamos a uma posição neutra em renda fixa da Ásia. As restrições impostas pela pandemia em muitos países e a menor exposição à energia são fatores positivos. As renovadas tensões entre EUA e China, além das políticas públicas discretas da China, constituem elementos de risco.

Nota: As visualizações são da perspectiva do dólar americano. Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

 

Leia mais sobre nossas perspectivas de investimento em nossa perspectiva de meio do ano de 2020.

Paralisação da atividade econômica

 

A retomada da atividade está se ampliando. Ainda assim, avança com distintas velocidades em cada país devido às diferenças na dinâmica do vírus, sofrendo interrupções ou retrocessos nos países que tiveram um aumento das taxas de infecção viral. Uma resposta conjunta e sem precedentes de políticas monetária e fiscal está atenuando os fluxos de receita que foram afetados.

    • As evidências de danos permanentes ainda são limitadas para as economias como um todo, mas o ajuste para um mundo pós‑COVID pode ser doloroso para alguns setores sensíveis ao contato físico.
    • Vemos as restrições localizadas como o principal método de controle do vírus nos próximos meses e seria pouco provável a volta às quarentenas nacionais. As taxas de óbitos e de hospitalização por infecção caíram, apesar do aumento do número de casos.
    • Implicação no mercado: Somos moderadamente pró-risco, o que expressamos em overweight para rendimento elevado, tanto em portfólios estratégicos quanto táticos. Temos preferência por ativos cíclicos na Europa.
Ações em politica

 

A maior coordenação entre as políticas fiscal e monetária, o novo sistema de políticas públicas do Fed e outras mudanças estruturais aceleradas pela COVID 19, como a desglobalização, indicam um regime inflacionário maior nos próximos cinco anos.

    • A soma das ações fiscais e monetárias está cobrindo o impacto do vírus nas economias dos EUA e da zona do euro, como mostra nossa análise. Mesmo assim, no médio prazo, a confusão entre as políticas monetária e fiscal poderia gerar riscos inflacionários. É fundamental manter proteções adequadas em relação à coordenação das políticas, como analisamos no artigo A revolução das políticas públicas.
    • Os bancos centrais estão sinalizando maior tolerância a uma inflação mais alta. O Fed adotou uma versão flexível de metas de inflação média e passou a utilizar o déficit em relação ao pleno emprego como a principal ferramenta para avaliar as condições do mercado de trabalho.
    • O acordo histórico para um plano de EUR 750 bilhões para recuperação econômica introduziu a dívida mútua e a criação de títulos europeus de emissão conjunta, que poderiam competir com outros ativos percebidos como seguros. Os líderes europeus parecem comprometidos com o plano de recuperação, mas este deverá levar um bom tempo para ser implementado.
    • A exaustão do estímulo fiscal está se tornando um risco, principalmente nos EUA, sendo que até a Europa já reforçou seu apoio fiscal. As negociações de novas medidas de alívio fiscal nos EUA estão emperradas. O desfecho se encaminha para o “tudo ou nada”: ou um pacote robusto, ou nenhum acordo até as eleições.
    • Implicação no mercado: estamos underweight em títulos governamentais e favorecemos os títulos indexados à inflação em um horizonte estratégico. De um ponto de vista tático, preferimos o rendimento elevado e vemos as ações dos EUA vulneráveis diante de um estímulo fiscal que está definhando e da reversão de posições superinvestidas.
Regras de resiliência

 

As tendências estruturais turbinadas pela pandemia estão mudando a natureza da diversificação dos portfólios. Acreditamos que países, setores e empresas voltarão à ativa como elementos diversificadores em um mundo mais fragmentado, oferecendo resiliência às tendências da economia real.

    • A resiliência do portfólio vai muito além da simples diversificação da classe de ativos. Os investidores deveriam considerar fontes alternativas de retorno, que possam proporcionar diversificação, como os mercados privados.
    • O foco na sustentabilidade poderá ajudar a tornar os portfólios mais resilientes. Acreditamos que a adoção do investimento sustentável seria uma ruptura de paradigmas, que deverá gerar vantagens em retornos durante muitos anos, e o coronavírus parece estar acelerando esse processo.
    • Implicação no mercado: Preferimos ativos sustentáveis, mercados privados e diversificação deliberada entre países para os portfólios estratégicos. Estamos overweight no fator qualidade, em um horizonte tático, favorecemos os ativos que contam com apoio de políticas públicas e, de uma forma geral, preferimos os mercados desenvolvidos (MDs) em vez do mundo emergente.
Elga Bartsch
Elga Bartsch
Head de pesquisa econômica e de mercado, BlackRock Investment Institute
Elga Bartsch, Diretora Executiva, é responsável pelo departamento de pesquisa econômica e de mercado do BlackRock Investment Institute (BII). O BII conecta os gestores de ...
Mike Pyle
Chief Investment Strategist for the BlackRock Investment Institute
Mike Pyle, CFA, Managing Director, is the Global Chief Investment Strategist for BlackRock, leading the investment strategy function within the BlackRock Invest
Scott Thiel
Scott Thiel
Chief Fixed Income Strategist, BlackRock Investment Institute
Scott Thiel, Managing Director, is Chief Fixed Income Strategist for BlackRock and a member of the BlackRock Investment Institute (BII). He is responsible for developing ...
Nicholas Fawcett
Member of Economic and Markets Research group – BlackRock Investment Institute
Nicholas Fawcett is a member of the Economic and Markets Research group at the BlackRock Investment Institute.

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