Novo ingrediente: BDRs e o salto nas opções de ativos internacionais

NOVO INGREDIENTE: BDRS E O SALTO NAS OPÇÕES DE ATIVOS INTERNACIONAIS

O conteúdo a seguir, feito em colaboração entre a BlackRock/iShares e a B3, e apresentando seus respectivos Presidentes Carlos Takahashi e Gilson Filkenstein,conta como as duas empresas contribuem, juntas, para que investidores brasileiros tenham mais opções de alocação de recursos no exterior, incrementando a diversificação do portfólio.
  • Qual é o impacto dos BDRs do mercado de investimentos?
  • Parceria entre a BlackRock e a B3: mais de 39 produtos no mercado
  • Mais de 3 milhões de contas registradas na B3: novos hábitos do investidor brasileiro
  • Educação financeira é essencial para manter o ritmo evolutivo

Desde meados de 2020, quando a Comissão de Valor Imobiliários (CVM) atualizou as regras para aquisição de Brazilian Depositary Receipts (BDR), o investidor brasileiro, especialmente o de varejo, passou a ter mais uma porta aberta para os investimentos no exterior, por meio de operações locais. Ao mesmo tempo, a corrida por mais informação e o aumento do interesse pelo tema culminam no que pode ser visto como uma fase transformadora do mercado de investimentos no Brasil.

Afinal, de que forma os BDRs impactam o investidor em termos de comportamento? Como o mercado de investimentos pode mudar? Quais as vantagens em optar por um BDR lastreado em ETF (Exchange-Traded Fund), por exemplo? São inúmeros questionamentos que rondam os investidores de varejo, até que de fato se familiarizem com estes ativos, mas certamente há respostas claras para cada pergunta.

Para Carlos Takahashi, Presidente da BlackRock Brasil, mesmo com um mercado de capitais bastante desenvolvido no país, o cenário econômico atual, com baixas taxas de juros, e algumas limitações locais, como por exemplo um leque menor de possibilidades em termos de ativos, de forma geral, geram a necessidade de se ter mais opções de investimentos, que sejam principalmente:

  • Mais acessíveis
  • Mais eficientes
  • Mais transparentes

Outro ponto relevante, são os custos. Takahashi reforça que as opções disponíveis precisam ser adequadas a uma taxa de juros nos patamares encontrados atualmente. Para ilustrar, ele explica que, em um cenário com 10 ou 12% de taxa de juros, uma taxa de administração mais elevada, pode não impactar tanto o retorno final obtido. Porém, com uma taxa de 2%, como ocorre hoje, é preciso diversificar, correr mais risco e considerar o aspecto custo.

Assim, os BDRs de ETFs passam a ser excelentes opções para o momento, já que permitem o acesso ao mercado global de ETFs por meio de BDRs, ativos negociados localmente, com um componente de custo atrativo - visto que questões regulatórias e tributárias, por exemplo, que envolvem um investimento no exterior, já são consideradas em um ETF -, tornando possível conjugar acessibilidade, eficiência e transparência em um só tipo de ativo.

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Um ponto da eficiência: ao se expor a um índice, não é preciso comprar ativo por ativo (single stock) para estar exposto à bolsa americana, por exemplo. Não é necessário comprar 500 ações, uma a uma, pois existe um índice que replica isso. É muito mais eficiente e muito menos custoso.

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Carlos Takahashi Carlos Takahashi, Presidente da BlackRock Brasil

A parceria entre a BlackRock e a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), troxe mais de 39 produtos ao mercado brasileiro, todos BDRs de ETFs, atrelados a índices, ocorre justamente com a intenção de ampliar as possibilidades de diversificação para o investidor por meio de ativos acessíveis.

Gilson Filkenstein, presidente da B3, destaca que a recente liberação dos BDRs praticamente triplicou as opções de investimentos disponíveis para o varejo. A expectativa é que novos BDRs de ETFs, como os da BlackRock, seguirão na mesma direção.

Esses ativos, além de trazerem mais uma opção de diversificação geográfica e econômica para os portifólios, devem impulsionar ainda mais o crescimento deste mercado e a atratividade do investidor local.

É uma mudança importante. Filkenstein ressalta que a democratização do acesso aos BDRs pelos investidores de varejo brasileiro, adotada pelos reguladores, revela um avanço no processo de amadurecimento do mercado de capitais brasileiro.

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Para um mercado de capitais ter profundidade e qualidade ele precisa oferecer possibilidades de diversificação.

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Gilson Filkenstein Presidente da B3

Informação e preparo dá a liga

A perspectiva otimista para o mercado de investimentos com a chegada de novos produtos de BDRs de ETFs reflete também no comportamento do investidor brasileiro, que tem se mostrado cada vez mais interessado em investir, montar portfólios resilientes e diversificar.

Filkenstein ressalta o recente aumento expressivo no número de investidores de varejo na bolsa, impulsionados pela taxa básica de juros na mínima histórica. Já são mais de 3 milhões de contas.

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São investidores que, mesmo com aportes iniciais pequenos, já entram diversificando seus investimentos, com foco em maximização de oportunidades e mitigação de riscos.

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Gilson Filkenstein Presidente da B3

Takahashi lembra que já se observa uma tendência de mudança de comportamento por parte dos investidores, especialmente quando se trata de diversificação geográfica. Isso porque, segundo ele, dentre as 250 mil pessoas que investem em ETFs na bolsa brasileira, entre 80 e 90% delas optam por investimentos no BOVA11 e IVVB11, que replicam um índice local e um internacional, respectivamente. Isso demonstra a preocupação em diversificar a carteira, principalmente para tentar proteger patrimônio e se preparar para momentos de crise1. Esse despertar para o mundo dos investimentos contou com a colaboração das novas plataformas independentes, a adaptação de grandes bancos no formato de ofertas para atender os investidores e até mesmo no surgimento de influenciadores digitais que tratam do tema. Tudo para atender essa crescente demanda de novas opções e informações. Assim, o ecossistema como um todo se reinventa.

Para realçar os hábitos, educação constante

Embora já incorporada nas estratégias de investimento de muitos brasileiros, a diversificação internacional ainda traz alguns desafios no que tange à educação sobre o tema. Ainda, tendo em vista que BDRs são novidade para diversos investidores, informar para garantir a familiarização com o produto é de extrema importância e, também, mais uma premissa da BlackRock juntamente com a B3.

Dessa forma, alguns fatores serão determinantes para que o ritmo evolutivo do investidor brasileiro se mantenha constante. É preciso entender que:

1º Conhecimento é fundamental

É importante que o investidor use todas as ferramentas disponíveis de conhecimento para entender cada vez mais o mercado e suas diversas possibilidades, usando-as a seu favor e sempre se atentando aos riscos decorrentes.

2º Perfil tem relevância

A união do perfil do investidor com a busca constante por informação deve ser considerada na hora de escolher esse produto. É preciso entender o apetite ao risco, metas e necessidade de liquidez.

3º Tem que conhecer os índices o que os compõem

Sendo os BDRs lastreados em ETFs, ativos negociados em bolsas ao redor do mundo que replicam índices, é importante saber quais são estes índices e analisar quais empresas e setores os compõem. Aproveite que as carteiras dos ETFs lastro dos BDRs são transparentes e disponíveis na página dos BDRs de ETF na Internet.

4º Investir no exterior é como incluir um novo ingrediente na dieta

Não se trata de deixar uma estratégia de lado para substituir por outra, mas sim complementar a composição da carteira com ativos descorrelacionados, expostos a riscos diferentes.

Diversificação internacional vai além do investimento em moeda estrangeira

O investidor deve lembrar que estará direcionando recursos em um setor, uma região, por exemplo. É um investimento em um ativo e isso envolve uma série de componentes a serem analisados, como questões geopolíticas e economias dos mercados em questão. A exposição cambial é um elemento dentro de todos esses fatores.

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