Perspectivas de mercado 2020: Testando os limites

Visões de classe de ativos

Uma perspectiva abrangente

Concluímos assim que a COVID‑19 poderia causar uma contração econômica sem precedentes no curto prazo, porém uma contundente resposta em políticas públicas ajudaria a mitigar os danos e tornar a queda acumulada do PIB muito menor do que a retração causada pela crise de 2008.

Como resultado, defendíamos no final de fevereiro que fossem aproveitadas as oportunidades históricas em sustentabilidade e, no final de março, propomos ativos de risco em alocações estratégicas nos portfólios. Desde então, passamos a neutros em ações na nossa estrutura estratégica, após um significativo rali, porém nos mantivemos overweight em crédito. Os maiores spreads deverão compensar os crescentes riscos de inadimplência, na nossa opinião.

Em bases táticas, ao refletir um horizonte mais curto de investimentos, passamos a ter mais cautela a partir de 28 de fevereiro, levando ações e crédito para neutro. Voltamos a uma posição moderadamente favorável ao risco em 6 de abril, overweight em crédito e favorecendo ativos de qualidade, com forte apoio das políticas públicas. Isso foi refletido na preferência por ações dos EUA, crédito com grau de investimento e o fator qualidade.

Agora, estamos fazendo o downgrade das ações dos EUA para neutro, em meio aos riscos de menor eficácia dos estímulos fiscais e incertezas eleitorais, e adotamos maior cautela com os países emergentes. Fizemos um upgrade das ações europeias, pois vemos que oferecem a exposição cíclica mais atrativa a um eventual rebote. Estamos mantendo o crédito como overweight, devido à procura global por rendimentos e compras dos bancos centrais.

Decisões táticas

Mantemos nossa posição moderadamente favorável ao risco em geral, diante da nossa avaliação macroeconômica do choque do vírus e da forte resposta em políticas públicas. Ela está sendo equilibrada com a preferência por ativos de qualidade, que contam com apoio de políticas e com sólida estrutura de capital.

Como consequência, preferimos crédito às ações. Isso inclui posições overweight em crédito com grau de investimento (nosso viés de qualidade), alto rendimento e dívida da zona periférica do euro. O elo comum: as renovadas compras de ativos pelos bancos centrais, um cenário estável de taxas de juros e rendimentos atrativos em um mundo onde é cada vez mais difícil encontrar títulos com rendimentos decentes.

Fizemos downgrade das ações dos emergentes e dívida denominada em dólar. Muitos países emergentes ainda lutam para conter a epidemia e carecem de espaço nas políticas para amortecer o impacto da crise.

Nós fizemos upgrade das ações europeias para overweight. A região oferece exposição cíclica mais atrativa do que os emergentes, devido às medidas na área da saúde e à resposta reforçada em políticas públicas. Estamos elevando as ações do Japão para neutro, por razões similares.

Fizemos downgrade das ações dos EUA para neutro, após uma forte sequência de desempenho superior. Os riscos incluem a exaustão das políticas, a ressurgência do vírus, a intensificação das tensões entre EUA e China e uma corrida eleitoral turbulenta. Também reduzimos a Ásia, excluindo Japão, para neutro, pois as tensões EUA-China podem afetar o sentimento dos investidores, uma vez que a China está equilibrando os objetivos de crescimento com os de estabilidade.

De uma perspectiva por fatores, aumentamos nosso overweight em qualidade, pois vemos como uma provável resiliência contra uma gama de futuros desdobramentos. A possibilidade de um rebote cíclico levou ao upgrade do fator valor para neutro e ao downgrade da volatilidade mínima para neutro. Também estamos neutros em momentum.

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Nossas perspectivas direcionais mostram nossas preferências relativas por meio de amplas classes de ativos globais e para onde acreditamos que elas irão nos próximos seis a 12 meses. Os bares mostram nosso grau de convicção.

Perspectivas direcionais
Perspectivas táticas sobre os principais ativos mundiais sob a perspectiva do dólar americano, dezembro de 2019

Perspectivas direcionais

 

Nota: Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Nossas perspectivas granulares indicam como acreditamos que os ativos individuais terão desempenho em relação a amplas classes de ativos. Indicamos diferentes graus de convicção.

Perspectivas granulares
Vistas táticas sobre ativos selecionados versus amplas classes de ativos por grau de condenação, dezembro de 2019

Perspectivas granulares

 

Nota: As visualizações são da perspectiva do dólar americano. Este material representa uma avaliação do ambiente de mercado em um momento específico e não se destina a ser uma previsão ou garantia de resultados futuros. Essas informações não devem ser consideradas conselhos de investimento em relação a um fundo, estratégia ou segurança em particular.

Nossos autores
Philipp Hildebrand
Vice Chairman
Jean Boivin
Managing Director, Global Head of Research for the Blackrock Investment Institute
Elga Bartsch
Managing Director, Head of Macro Research of the BlackRock Investment Institute
Mike Pyle
Chief Investment Strategist, BlackRock Investment Institute
Scott Thiel
Chief Fixed Income Strategist