Visualização da espansão do universo dos ETFs

Em poucas palavras

  • O universo dos ETFs conta com um espantoso volume de US$ 5,75 trilhões em ativos administrados (Assets Under Management ou AUM ), com abrangência em quase todos os nichos.
  • A Renda Variável é, de longe, a maior galáxia no universo dos ETFs, constituindo 76,4% de todos os ativos; no entanto, a galáxia que mais cresce são dos ETFs de títulos.
  • Neste infográfico, exploramos o amplo escopo de ativos abrangidos pelo universo dos ETFs.
iShares | A expansão do universo dos ETFs. iShares | Renda variável. iShares | Títuloss. iShares | Alternativo. iShares | Mercado de dinheiro. Fonte: BlackRock até 30/09/2019. Os ativos sob gestão (AUM pela sigla em inglês) incluem toda a categoria de produtos negociados em bolsa, que engloba qualquer exposição de portfólio que se.

Visualização da expansão do universo dos ETFs

Sob as circunstâncias certas, uma inovação pode crescer e florescer.

Na esfera financeira, talvez não exista melhor exemplo disso do que a introdução aos ETFs, uma nova tecnologia financeira que surgiu a partir do fenômeno dos investimentos em índices no início da década de 1990.

Desde a criação do primeiro ETF norte-americano em 1993, o instrumento financeiro ganhou ampla tração e, hoje, o universo dos ETFs conta com um espantoso volume de US$ 5,75 trilhões em ativos administrados (AUM), com abrangência em quase todos os nichos imagináveis.

ETFs Globais (Ativos Administrados, Dólar Norte-Americano) Participação do Total Global
Renda Variável US$ 4,39 trilhões 76.4%
Títulos US$ 1,12 trilhão 19.5%
Alternativo US$ 0,20 trilhão 3.5%
Mercado monetário US$ 0,04 trilhão 0.6%
Todos os ETFs US$ 5,75 trilhões 100.00%

Como você pode ver, a renda variável é de longe a maior galáxia do universo dos ETFs, representando 76,4% de todos os ativos. Esses conjuntos provavelmente compreendem os ETFs com os quais você está mais familiarizado – por exemplo, fundos que acompanham o índice S&P 500 ou mercados estrangeiros.

Dito isto, é importante notar que a galáxia de mais rápida expansão é a dos ETFs de obrigações, acompanhando índices relacionados com a dívida emitida por governos e sociedades. Os primeiros ETFs de títulos foram introduzidos em 2002 e, desde então, a categoria cresceu e se tornou um mercado com ativos administrados de valor superior a US$ 1 trilhão. Espera-se que os ETFs de títulos superem a marca de US$ 2 trilhões até 2024.

Tudo e mais um pouco

Embora a dimensão do universo dos ETFs seja cativante, é sua variedade que demonstra o grau de onipresença alcançado por esse instrumento.

Em 30 de setembro de 2019, haviam mais de 8.000 ETFs em todo o mundo, abrangendo quase todas as classes de ativos imagináveis. Aqui estão alguns dos cantos menos conhecidos e mais peculiares do universo dos ETFs:

ETFs Temáticos:
Ganhando popularidade nos últimos anos, os ETFs Temáticos são construídos em torno de tendências de longo prazo, como mudanças climáticas ou urbanização rápida. Por terem pontos focais mais tangíveis, esses fundos também podem atrair as gerações mais jovens de investidores.

ETFs “Contrarian”:
Em um mercado saudável, diversas posições são adotadas pelos investidores. O amplo universo dos ETFs disponíveis possibilita que os investidores tenham visões diferentes, até mesmo operarem contra o mercado.

ETFs baseados em Fatores:
Essa abordagem usa um sistema baseado em regras para selecionar investimentos na carteira de fundos, com base em fatores normalmente associados a retornos mais altos, como valor, small caps, momentum, baixa volatilidade, qualidade ou rendimento.

ETFs Macro Globais:
Alguns ETFs são projetados para espelharem estratégias usadas pelos gestores de fundos de hedge. Um exemplo dessa estratégia é o macro global, que tem como objetivo analisar o ambiente macroeconômico e assumir posições compradas e vendidas correspondentes em vários mercados de renda variável, renda fixa, câmbio, commodities e futuros. Uma posição vendida é o oposto de uma posição comprada. Uma posição vendida é quando um investidor vende um título com a visão de que o preço do ativo diminuirá de valor, em vez de subir. As posições vendidas intrinsecamente carregam mais risco do que as posições compradas, pois as perdas são tecnicamente infinitas, uma vez que os preços das ações podem subir sem limite, enquanto que, para uma posição comprada, a obrigação é limitada ao valor das ações, uma vez que só pode cair 100%.

ETFs de Commodities:
Existem ETFs que acompanham ouro ou petróleo, às vezes até armazenando estoques físicos. Curiosamente, no entanto, existem ETFs de commodities para metais e produtos agrícolas ainda mais obscuros, como zinco, porco magro (lean hog), estanho ou grãos de cacau.

Independentemente de seus investimentos acompanharem os índices populares do mercado ou você ser mais cuidadoso com a exposição da sua carteira, o universo dos ETFs é impressionantemente vasto – e é projetado para continuar expandindo em tamanho e diversidade nos próximos anos.

Como você pode ver, a renda variável é de longe a maior galáxia do universo dos ETFs, representando 76,4% de todos os ativos. Esses conjuntos provavelmente compreendem os ETFs com os quais você está mais familiarizado – por exemplo, fundos que acompanham o índice S&P 500 ou mercados estrangeiros.

Dito isto, é importante notar que a galáxia de mais rápida expansão é a dos ETFs de obrigações, acompanhando índices relacionados com a dívida emitida por governos e sociedades. Os primeiros ETFs de títulos foram introduzidos em 2002 e, desde então, a categoria cresceu e se tornou um mercado com ativos administrados de valor superior a US$ 1 trilhão. Espera-se que os ETFs de títulos superem a marca de US$ 2 trilhões até 2024.

1Fonte: BlackRock em 30/09/2019. Ativos Administrados incluem toda a categoria de produtos negociados em bolsa, que abrange qualquer exposição de carteira que seja negociada intraday em uma bolsa. Ativos Administrados excluem Oriente Médio e África. Todos os valores monetários são em dólares norte-americanos (USD).