TREND REPORT: UM RECORTE DE LIÇÕES E TENDÊNCIAS COLHIDAS EM 2020

TREND REPORT: UM RECORTE DE LIÇÕES E TENDÊNCIAS COLHIDAS EM 2020

Um ano volátil e, ao mesmo tempo, cheio de tendências inovadoras trouxe a Diversificação Internacional como um elemento de extrema importância para portfólios resilientes.

1. Educação financeira como ferramenta para transformação

2. Sustentabilidade na ponta da língua - e no topo da tomada de decisões

3. Diversificação Internacional e seu papel na retomada econômica

Incomparável. Talvez esse seja o melhor adjetivo para definir o ano de 2020. Foram meses em que o mundo repetiu em seus discursos que o momento vivido não tinha precedentes. Entre desafios e dificuldades, brotou a aceleração de tendências e a inovação de perspectivas. Foi mesmo único.

O mercado de investimentos, que sempre acompanha eventos globais e locais, enfrentou um cenário em que foi complexo prever reações. Mas elas ocorreram. No Brasil, o investidor ampliou a visão estratégica e, impulsionado por um conjunto de fatores como isolamento social, baixas taxas de juros e crise econômica global, extraiu com positividade o interesse por investir e em  montar portfólios resilientes.

Vale dizer também que a Diversificação Internacional potencializou sua presença no mercado brasileiro. Em uma breve retrospectiva, fica claro perceber quais são os principais aprendizados desse ano e como eles impulsionaram as tendências para 2021. Carlos Takahashi, Head da BlackRock no Brasil, aponta os quatro principais momentos dessa jornada.

Apetite por ativos internacionais em alta

No início do ano, as perspectivas apontavam para baixas historicas na taxa básica de juros, com a Selic em 4,25% no mês de fevereiro. Até então, é importante lembrar que o mercado já tinha presenciado fortes quedas, como a que ocorreu entre os anos 2017 e 2018, de 13% para 6,5%.¹ Então, o investidor brasileiro, de certa forma, alimentava um certo sentimento de que era preciso diversificar para proteger seu patrimônio.

Embora os ativos internacionais estivessem começando a entrar no radar, o primeiro trimestre de 2020 ainda revelava uma tendência tímida para a adoção da diversificação geográfica como estratégia. Até que alguns fatores desencadearam uma reação repentina:

  1. As notícias sobre o novo coronavírus na Ásia se intensificaram e no mês de março, com a confirmação dos primeiros casos em solo brasileiro, o mercado entrou em alerta.
  2. No mesmo mês, o que era uma epidemia se tornou pandemia e a bolsa de valores brasileira viu uma série de circuit breakers ocorrer.
  3. Junto a este cenário, o dólar disparou e o preço do petróleo despencou.
  4. Os Governos das principais economias implementaram medidas de auxilio nunca antes vistas objetivando conter a crise social e economica, injetando uma enorme liquidez no mundo,

Na gangorra de eventos, o mercado financeiro local e global evidenciou a importância de construir um portfólio resiliente e com ativos descorrelacionados para poder enfrentar crises, como a que se apresentava no momento, de forma mais amena, garantindo um certo nível de retorno.

Embora muito desafiadora, toda essa movimentação acionou uma chave importante: a intensificação na busca por educação financeira e investimentos de maior risco.  

O que vem por aí...

A mudança de hábitos do investidor brasileiro, especialmente o de varejo, foi bastante expressiva a partir do primeiro trimestre de 2020. O que antes vinha evoluindo de forma gradual, com o aumento de empresas e profissionais independentes focados no setor, influenciadores digitais e readaptação do mercado tradicional, se acelerou e consolidou como uma forte tendência para 2021.

Para se ter uma ideia do impacto disso, em novembro de 2019 a B3 contava com 1.681.033 investidores Pessoa Física registrados. No mesmo mês deste ano, esse número passou para 3.173.411. Para manter seus investimentos saudáveis, buscando melhores retornos, o brasileiro devera dar continuidade ao seu aprendizado em finanças.

Não se deve deixar de lado o fato de que a tecnologia ganhou um destaque particular na rotina, já que o trabalho remoto e o distanciamento social implicaram no uso de recursos online para as atividades corriqueiras. Por consequência, esse movimento maximizou o acesso à informação com poucos cliques, no conforto de casa.

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Em 2021, com as perspectivas de termos algum retorno à normalidade, o mercado vai se desenvolver ainda mais, com esse movimento de educação e democratizacao da informação. Tendencias que seguirao em uma pegada bastante forte.

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Carlos Takahashi Head da BlackRock no Brasil

É sustentável?

Pois se não tiver envolvimento com práticas sustentáveis, dificilmente será possível prosseguir. Esse é o tom do segundo momento mais marcante de 2020, o qual passou por eventos sociais importantes. Protestos em prol de práticas atreladas aos pilares ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) foram vistos globalmente e o mundo corporativo participou ativamente. Assim, o mercado financeiro ficou agitado.

Nesse período, foi possível compreender com mais clareza que para diversificar, além de observar a performance dos ativos, é imprescindível reconhecer se o investimento é ou não sustentável. Observar e agir para que questões climáticas, sociais e de boa governança sejam atendidas e resolvidas passou a ser um compromisso de maior destaque nas opções dos investidores.

A carta de Larry Fink, Chairman e CEO da BlackRock, publicada em 2020, reforça a mensagem do capitalismo responsável e menciona uma mudança de consciência nas finanças, além da adoção de propósito como “motor da rentabilidade”. Grandes lições reforçadas nas experiências do ano.

O que vem por aí...

Já no inicio de 2021 a aguardada nova Carta do Larry Fink aos CEOS e a carta pros clientes, trouxem uma mensagem objetiva alertando para a necessidade de fazermos a transição para um mundo com zero emissões de gases e aneutralidade em carbono, e indicando em que medida isso trará uma nova precificação de riscos e novas oportunidade de investimentos.

Com a percepção atenta do investidor para práticas ambientais, sociais e de governança inadequadas, o preço dos ativos certamente passa a ser impactado. Sendo assim, a tendência é observar investimentos sustentáveis que tem os criterios ESG incorporados, apresentando uma melhor relacao risco-retorno.

E, evidentemente o universo dos investimentos no Brasil e no mundo ganha e seguirá recebendo uma nova gama de opções verdes e inovadoras para que o investidor possa escolher e compor sua carteira. Amplia-se, então, as possibilidades de modelagem de portfólio, com alternativas para se diversificar e adotar estratégias conscientes. Tendência que guia para um terceiro momento relevante de 2020.

BDR: um reforço na resiliência

Uma das novidades mais marcantes para o investidor de varejo brasileiro foi a atualização das regras para aquisição de Brazilian Depositary Receipts (BDR) feita pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) no terceiro trimestre. O motivo?

Ao tornar os ativos de BDR acessíveis, o investidor pode contar com mais um instrumento para diversificar e, no caso dos BDRs de ETFs, terá como benefício a praticidade de alocar recursos internacionalmente por meio de um produto listado na bolsa local, que replica um índice. Como resultado, surge mais uma maneira de agregar resiliência ao portfólio.

O que vem por aí...

Os BDRs de ETFs se mostram uma forte tendência no mercado brasileiro de investimentos.

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Quando você investe por meio de um BDR, você investe localmente. Tem todo um custo direto e indireto que sairá do caminho ao fazer um investimento em ETF internacional usando os BDRs locais.Trata-se de um instrumento simples, transparente, eficiente e barato, Por isso, esses ativos têm tudo para serem super bem sucedidos.

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Carlos Takahashi Head da BlackRock no Brasil

“Novo normal” e a famosa Diversificação Internacional

O tema já não é novidade, mas a forma como a diversificação internacional se destacou ao longo do ano reforça sua relevância. O período de muitas incertezas parece, finalmente, caminhar para um desfecho otimista e resiliente. 

Na caminhada, os investidores aprenderam na prática que assumir riscos, sejam eles geopolíticos, ou os de exposição cambial, por exemplo, não só faz parte do processo, como é uma medida para proteção de patrimônio.

Devido aos diferentes momentos e o tamanho do auxilio injetado nas diversas economias dos paises ao redor do mundo, os mercados entraram em fases de recuperação em momentos distintos, o que trouxe uma variação nos niveis de crescimento e retomada, de forma geral. O investidor notou isso ao observar as notícias.

Ao aplicar a correlação negativa e investimentos no exterior na estratégia, a assimetria do desempenho dos mercados pôde, na verdade, ser um fator para capturar oportunidades.

O que vem por aí...

Em 2021, a chegada das vacinas para o combate do COVID-19 é um dos fatores que irão ditar a velocidade da retomada econômica de cada país, o que ainda pode trazer uma certa volatilidade, consolidando a diversificação internacional como a principal estratégia para proteger recursos e manter o ritmo dos retornos.

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As questões sociais que vieram à tona com a pandemia, no final das contas, acabaram reforçando a necessidade de olhar também o impacto das questões climáticas. Portanto, o olhar mais atento com relação aos investimentos sustentáveis permanecerá como uma tendência em 2021.

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Carlos Takahashi Head da BlackRock no Brasil

3 pontos para manter no radar em 2021

​Não há dúvidas de que foram meses intensos, mas há também a firme sensação de que os próximos anos trarão os frutos dos aprendizados e a consolidação de tendências. Para 2021, a expectativa é a de que três principais fatores vão se sobressair:

  1. Recuperação econômica e a diversificação internacional

Essa dupla permanecerá em discussão no mercado. À medida em que, globalmente, a economia retorna aos patamares anteriores ao período de pandemia, os portfólios diversificados revelarão como a oscilação dos mercados pode, de fato, ser proveitosa e trazer rendimentos de forma estruturada e constante.  

  1. Sustentabilidade

Investimentos sustentáveis se manterão em discussão. Os pilares ESG eram discutidos no mercado e a incerteza trazida pela pandemia levantou um questionamento sobre a perpetuação desse tema. Mas o que ocorreu, na verdade, foi um movimento de intensificação.

  1. Estratégias de Longo Prazo

É preciso estar preparado. A expectativa é que, diante de uma evolução na educação financeira, investidores passem a olhar mais para os investimentos de longo prazo, conscientes de que dessa forma poderão experimentar um futuro melhor, ao mesmo tempo em que estarão mais protegidos no caso de eventuais crises.

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