Skip to content

Reforma da previdência traz oportunidades para diversificação da carteira

14 ago 2019
por BlackRock

A aprovação da Reforma da Previdência está cada vez mais perto e pode ser o sinal definitivo que o mercado espera para destravar investimentos e aquecer a economia. A Bolsa tem respondido positivamente a essa expectativa e registrado recordes, com fechamento acima de 100 mil pontos, apesar de alguns períodos de desaceleração. Os recordes alcançados pelo Ibovespa também têm chamado a atenção dos investidores externos, colocando o Brasil em posição de destaque não apenas entre os mercados emergentes, mas também em relação à China, gigante do mercado asiático. O país vem enfrentando os efeitos da guerra comercial com os EUA e, em consequência, apontando sinais de desaceleração. Para completar o cenário, a atual queda na taxa Selic, que se encontra no patamar mais baixo de toda sua história – com possibilidade de ainda mais redução, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central – pode afetar diretamente o rendimento dos ativos mais conservadores.

Enquanto isso, a maior parcela dos investimentos brasileiros segue em aplicações de baixo risco, como poupança e ativos indexados ao CDI. Cerca de 62% dos investidores brasileiros ainda mantém seus recursos aplicados na poupança ou em outros produtos de investimento menos sofisticados, segundo nosso estudo Global Investor Pulse. Isso significa retornos de 4,55%, rentabilidade da poupança, e de 6,35% em produtos atrelados ao CDI, considerando que eles tenham uma rentabilidade de 100% do índice, nos últimos 12 meses, enquanto o Ibovespa valorizou 28,52% no mesmo período, contra uma inflação de 3,26%. O investidor pode estar deixando dinheiro na mesa, o que, no longo prazo, representa um risco para sua aposentadoria.

Com a nova Previdência Social em voga, os brasileiros têm a oportunidade de aperfeiçoar sua forma de investir. Para isso, terão que diversificar e acrescentar uma parcela de ativos mais arrojados, que possam trazer retornos melhores, à carteira previdenciária. Um olhar sobre o rendimento da poupança, taxa DI e do ETF BOVA11 nos últimos dois anos deixa isso bastante claro. Em simulações realizadas em ferramentas disponibilizadas pelo Banco Central, B3 e proprietária da BlackRock, de junho de 2017 a junho de 2019, a aplicação de R$ 10.000,00 na poupança se transformou em R$ 11.035,79, com rendimento de 10,35% no período1. Em investimentos atrelados ao CDI, o mesmo valor rendeu um pouco mais, 15,06%, chegando a R$ 11.505,892. Na renda variável, a mesma quantia aplicada no ETF BOVA11 cresceu 61,43%, atingindo a cifra de R$ 16.142,963. Em um período de apenas dois anos, foi possível acumular um rendimento de aproximadamente 46,2% maior que a poupança, aplicando parte dos recursos em ETFs (nota: o desempenho passado não é um indicador confiável de resultados atuais ou futuros).

Em busca de diversificação, o investidor comum de varejo pode arriscar mais e destinar de 10% a 20% do total investido para renda variável e já notar a diferença no longo prazo quando se busca por retornos melhores em cenários econômicos incertos. Essa porcentagem pode ser ainda maior dependendo de características como objetivos, idade e tempo investido. Nesse sentido, os ETFs são uma excelente alternativa para trazer mais variedade ao portfólio. Além de mais liquidez e custos bastante atrativos, uma estratégia que combina renda fixa e ações cria uma oportunidade para o investidor de diversificar e carteira e buscar diferentes resultados. Isso vale tanto para clientes mais arrojados e também os que possuem um perfil moderado, tendo em vista o crescimento continuado do volume de negócios de ETFs no país, chegando a um aumento de mais de 3.000% em dez anos.

Dados históricos de desempenho entre Ibovespa, CDI e poupança, entre 2014 e 2018, demonstram o crescimento positivo da Bolsa nos últimos três anos. Enquanto CDI e Poupança renderam 6.45% e 0.84% em 2018, o índice Ibovespa alcançou desempenho de 15% no mesmo ano (veja gráfico).

Rendimentos, em %
Ibovespa demonstra resultado positivo nos últimos 3 anos

Gráfico, rendimentos em porcentagem, Ibovespa demonstra resultado positivo nos últimos três anos

*Descontada a inflação

Fontes: B3 Economatica e G1.com

No prazo analisado, o Brasil sofreu dois grandes momentos de turbulência política e econômica: o primeiro em maio de 2017, com desdobramentos relacionados à Lava Jato, quando a bolsa caiu 8,8% em um só dia, e, um ano depois, também em maio, com a greve dos caminhoneiros. Mesmo diante desses dois acontecimentos emblemáticos, a renda variável foi a que mais proporcionou retorno aos investidores. Se considerarmos um horizonte de 10 anos ou mais a frente, eventos negativos como esses, ficam ainda mais diluídos com a possibilidade de que os retornos mantenham o ritmo de crescimento.

Atualmente, o BOVA11 é o ETF mais líquido da B3, com negociação diária de R$ 601.770,00. Sua taxa de administração é de 0,3% ao ano e a aplicação mínima está em torno de R$ 100. Adiciona-se a isso a possiblidade de exposição diversificada em bolsa, facilidade de investir e também de resgatar. Caso seja necessário, em dois dias úteis o dinheiro já está disponível para o cliente.

Diante do novo cenário para a aposentaria no Brasil, deixar de lado a diversificação é um dos maiores riscos que o investidor pode correr.