INSTRUÇÕES DE INVESTIMENTO

É verão nos EUA e a vida está fácil?

07 set 2018
por Christopher Dhanraj

Mudança das marés

Nos Estados Unidos, o cenário econômico continua apresentando sinais positivos e os lucros permanecem robustos. Mas as incertezas com as tensões comerciais estimularam o interesse dos investidores por exposições a fatores mais defensivos, como qualidade, ao passo que o entusiasmo por fatores mais cíclicos, como valor, acabou arrefecendo. Ao mesmo tempo, ações focadas em crescimento continuaram a demonstrar momentum, ainda que exibindo períodos de volatilidade ultimamente. Os lucros foram os impulsionadores tanto do desempenho quanto das retrações.

Sensação de calor

Enquanto isso, países desenvolvidos e regiões fora dos Estados Unidos não apenas sofreram com ondas de calor históricas, como continuaram a enfrentar ventos desfavoráveis na área política e econômica. Dessa forma, rebaixamos a Europa para underweight e o Japão para neutro. As incertezas políticas e econômicas lançam uma sombra sobre a primeira, e a falta de um catalisador visível afeta o segundo.

Por que não abandonamos os mercados emergentes

As ações de mercados emergentes apresentaram desempenho pífio este ano, vítimas de condições financeiras mais restritas (isto é, dólar forte) e tensões comerciais. No entanto, continuamos a defender essa categoria de ativos e acreditamos que o desempenho sofrível deste ano criou um ponto de entrada atrativo. A dispersão ainda crescente entre os ativos de mercados emergentes revela a necessidade da seletividade em cada um dos países.

Prioridade a títulos garantidos por hipotecas

O mercado de renda fixa continua desafiador, mas as técnicas de mercado se aperfeiçoaram à medida que a demanda de bancos e outras entidades absorveu o aumento da oferta enquanto o Federal Reserve normaliza seu balanço. O segredo é a seletividade: acreditamos que a avaliação de títulos garantidos por hipotecas permanece atrativa e os preferimos a crédito, TIPS a títulos do Tesouro dos EUA e grau de investimento a alto rendimento no crédito.

O novo ambiente de rendimento

Este ano representa a mudança mais significativa nas taxas de juros desde a crise financeira. Enquanto o Federal Reserve aumenta as taxas de juros e interrompe a compra de ativos em grande escala nos Estados Unidos, aumentam os rendimentos livres de risco. O rendimento atual dos títulos do Tesouro dos EUA de 2 anos é maior que 95% da curva de apenas dois anos atrás. A capacidade para obter retornos atrativos livres de risco em ativos com vencimento de curto prazo significa que os investidores têm uma alternativa concreta de rendimento sem assumir riscos de duração ou de ações. Embora títulos de longa duração possam oferecer vantagens de diversificação, continuamos preferindo títulos de curta duração.

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