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Investir no exterior pode trazer mais versatilidade e melhores retornos

31 jul 2019
por BlackRock

Foi-se o tempo em que para obter uma rentabilidade diferenciada, gerenciando riscos e com boas oportunidades de diversificação, o investidor brasileiro precisava concentrar suas aplicações nos ativos oriundos do mercado doméstico. Nos últimos anos, os ganhos mais substanciais têm estado, muitas vezes, em mercados mais maduros.

A valorização acumulada no índice S&P 500 demonstra a mudança de paradigma nessa relação de risco e retorno. Entre 2014 e 2018, o índice se valorizou em 36%. No mesmo período, o Ibovespa, indicador mais representativo da bolsa brasileira, quando convertido em dólares, avançou apenas 3,16%.

Performance de Índices: Brasil vs Exterior

Gráfico: Performance de Índices: Brasil vs Exterior – Ibovespa e S&P500

 

Fontes: B3 and S&P Dow Jones Indices

No cenário de incertezas internas, diversificar a carteira com ativos negociados no exterior pode ser a saída para equilibrar o retorno e minimizar os impactos da economia local sobre os ativos. E colocar no portfólio ações das 500 maiores companhias negociadas no mercado norte-americano é bastante acessível, por meio do iShares S&P 500 (IVVB11). Listado na bolsa brasileira, a B3, desde abril de 2014, o ETF oferece oportunidades de diversificação bastante interessantes, considerando as 500 maiores empresas americanas de tecnologia, saúde e do setor imobiliário. Ao todo são 11 setores diferentes que compõem o índice.

Conforme a S&P Dow Jones, que calcula o índice, o S&P 500 cobre aproximadamente 80% da capitalização de mercado disponível para aplicação em na bolsa de Nova York. Somente em ativos indexados a ele há atualmente cerca de US$ 3,4 trilhões em circulação globalmente e, nesse montante, está o iShares S&P 500.

Além de oferecer ao investidor situado no Brasil a possibilidade de acessar um mercado mais desenvolvido, esse ETF permite ainda investir em empresas de segmentos aos quais não se tem acesso direto via bolsa brasileira, como Apple, Amazon ou Facebook, por exemplo. Além de representarem histórias de investimento atraentes para muitos investidores que já participam da construção dessas companhias como usuários de seus produtos e serviços, essas ações têm oferecido historicamente ganhos substanciais.

Por ser um ETF, o custo de negociação do IVVB11 é bem reduzido. Sua taxa de administração é de apenas 0,24% ao ano1. Além de custar pouco, investir no IVVB11 também não requer a alocação de muito capital. O investimento necessário para movimentar um lote padrão do ETF é de aproximadamente R$ 1 mil, oscilando em torno desse valor, a depender da cotação de mercado no pregão. Em comparação a fundos de renda fixa e multimercado disponíveis no mercado hoje para acesso ao mercado internacional, o investidor teria que alocar um mínimo de dez vezes essa quantia, o que acaba restringindo o acesso a investidores qualificados. Na B3, essa cotação é formada por uma combinação entre o valor da carteira expressa no índice, combinada à cotação do real face ao dólar. Nesse sentido, a variação do câmbio ao longo do tempo gera uma camada adicional de diversificação para o investimento alocado no índice.

Essa estrutura torna o IVVB11 uma alternativa eficiente, por exemplo, para projetos de longo prazo e em outra moeda, como o planejamento financeiro de estudos no exterior. No final do primeiro semestre deste ano, o indicador alcançou novo patamar histórico, o que atesta essa capacidade de assimilação do valor econômico, não meramente monetário, e ainda evidencia a curva de crescimento sustentável apresentada pelo índice nos últimos anos mesmo em períodos de instabilidade política vivenciados pelos EUA.

O custo de administração baixo também contribui para a preservação de valor, sobretudo em prazos mais longos. Mas, na comparação com um fundo cambial, por exemplo, é na tributação que aparece outra vantagem do ETF. Tratado como um fundo de renda-fixa, apesar da livre flutuação do câmbio, o fundo cambial sofre com o que convencionou-se chamar de come-cotas. Semestralmente, incide sobre a eventual valorização do fundo o tributo, subtraindo cotas da aplicação. Como a frequência da incidência do imposto é alta, sempre que a cota se valoriza, uma parte dessa rentabilidade e subtraída do imposto. Ou seja, ao longo do tempo, essa taxação distancia a rentabilidade da variação do câmbio, o que não acontece com os fundos de índice como os ETFs, tratados como renda variável e tributados somente no resgate, conforme a alíquota prevista na tabela progressiva do imposto de renda.

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