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Exposição a economia global

BlackRock |26 ago 2019

O envelhecimento da população é uma tendência em todo o mundo e vai alimentar o crescimento sustentado das empresas de saúde nas próximas décadas, frente a necessidade de desenvolver novos produtos e expandir seus serviços. A Organização das Nações Unidas estima que até 2050 uma em cada seis pessoas no mundo terá mais de 65 anos, quase o dobro do patamar atual. As principais empresas globais que estão na vanguarda do crescimento do setor são listadas na bolsa dos Estados Unidos.

No longo prazo, a tendência de expansão persiste, uma boa notícia para os investidores - inclusive os brasileiros. A diversificação se mostra cada vez mais necessária, em um cenário global de taxas de juros mais baixas. Isso pode ser feito, por exemplo, com a inclusão de produtos com exposição ao mercado internacional, que oferecem acesso a setores em constante evolução, como o iShares S&P 500. Além de amplificar as possibilidades de diversificação do portfólio, o ETF oferece a possibilidade de investir não apenas no setor de saúde, mas também nas 500 principais ações em 11 setores do mercado norte-americano.

Nos Estados Unidos, o índice setorial S&P 500 Health Care, por exemplo, tem mais de 60 empresas de saúde listadas, incluindo grandes conglomerados como Pfizer e Johnson & Johnson, além de outras companhias já consolidadas. Já no Brasil, o segmento de saúde também vem apresentando algum desenvolvimento nos últimos anos ainda que diante de um cenário de incertezas econômicas e políticas no país.

Apesar da valorização de algumas ações no mercado doméstico e sinalização de consolidação por parte do mercado, na B3 o setor ainda é concentrado em operadoras de saúde, com chances limitadas de diversificação. Além dessa convergência, são apenas 10 companhias do setor listadas na bolsa brasileira, número seis vezes menor do que as presentes no S&P 500, que apresenta companhias diversificadas, globais, e na vanguarda da tecnologia.

Os ETFs podem ser uma ferramenta poderosa para capturar oportunidades oferecidas internacionalmente. Além de oferecerem exposição a mercados mais desenvolvidos, a diversificação pode trazer mais equilíbrio à carteira com investimento em setores variados, a custos baixos e de forma mais eficiente. As ações americanas possuem ciclos de desempenhos distintos ao mercado local. Sendo assim, a combinação de ativos que não seguem em sintonia pode possibilitar a redução de volatilidade no longo prazo.

Para Carlos Takahashi, CEO da BlackRock no Brasil, a oportunidade para investidores brasileiros é diversificar o portfólio por meio de ETFs no mercado americano, o que pode proporcionar acesso ao crescimento das grandes empresas listadas na bolsa americana e retorno em potencial dos investimentos no longo prazo.

No cenário econômico atual, o investidor vai precisar de uma diversificação maior. Uma aposta que a gente faz está em incorporar mais o investimento no exterior nos portfólios dos brasileiros e combiná-los com produtos focados no mercado local.

Carlos Takahashi
CEO, BlackRock no Brasil

Recentemente, os indicadores da NYSE S&P 500 e Dow Jones renovaram suas máximas históricas de fechamento, parcialmente impulsionados por empresas dos setores de saúde. Foi o que aconteceu no dia 11 de julho, data em que o Dow Jones fechou o pregão em patamar superior a 27 mil pontos pela primeira vez na história. Em cinco anos, o índice acumula valorização de quase 50%, mesmo patamar do S&P 500.

Setor de saúde nos EUA apresenta oportunidade de diversificação

Setor de saúde no S&P500 Healthcare Index que tem um total de 62 empresas, comparado com o Bovespa, que tem 10 empresas em total

Fontes: S&P Índice Dow Jones, B3

A alocação de parte dos recursos no iShares S&P 500 (IVVB11) possibilita acessar não só empresas que estão na vanguarda da inovação em saúde, como a companhia americana de produtos farmacêuticos e de cuidados com a saúde Abbott Laboratories, e a Thermo Fisher Scientific, de desenvolvimento de produtos tecnológicos, mas também grandes empresas dos setores de tecnologia, consumo e energia, entre outras.

Historicamente, as ações deste segmento nos Estados Unidos tiveram um bom desempenho nos últimos estágios do ciclo econômico - gerando retornos acima da média do ciclo completo. E há potencial para que esse ciclo se estenda, com os bancos centrais dispostos a baixar mais os juros, a exemplo do que aconteceu recentemente com o Federal Reserve, que baixou o juros pela primeira vez desde 2008. Além disso, no mercado americano há mais empresas com perspectivas de crescimento atraentes, fluxo de caixa livre e balanços sólidos do que em outros mercados desenvolvidos.

A longevidade da população e a expansão do mercado de saúde, somados ao crescimento consistente dos ETFs, especialmente o S&P500, apresentam uma oportunidade para acessar o mercado americano visando maior diversidade do portfólio. Tudo isso a custos bastante competitivos e de forma fácil e transparente.