Como usar estratégias multifatoriais na construção de um portfólio

28 jul 2017
por Andrew Ang, Holly Framsted, Katie Herzog

O investimento multifatorial cresceu rapidamente nos últimos anos, de 3,8 bilhões de USD em ativos sob gestão no final de 2009 para quase 53 bilhões de USD atualmente. Atualmente, há 182 ETFs de 24 provedores de fundos. Esses fundos representam mais de 30 estratégias distintas, cada uma das quais construindo seu portfólio de forma diferente. Com essa infinidade de opções, às vezes pode ser difícil comparar essas ofertas.

Um portfólio bem diversificado é algo que quase todos os provedores de fundos e proprietários de ativos querem construir. Estratégias multifatoriais baseiam-se no tradicional conceito de diversificação. De acordo com esse conceito, a combinação de exposições a vários impulsionadores de retornos diferenciados (também conhecidos como fatores) pode ajudar a diminuir rebaixamentos no mercado de capitais e aumentar a previsibilidade de um desempenho superior.

Qualquer um que já tenha solucionado um quebra-cabeça entende: não se trata só de ter as peças certas, mas também de como combiná-las do jeito certo para atingir o resultado desejado. Existem dois métodos principais para a construção de portfólios multifatoriais: alocações de fatores descendentes e seleções de ações ascendentes, o que esclarece como diferenças aparentemente simples podem impactar de forma relevante exposições de portfólio e, em última análise, o desempenho.

Construção de portfólio descendente versus ascendente

Combinar camadas distintas de títulos, tendo como alvo diferentes fatores, não necessariamente resulta em um portfólio com sólida inclinação simultânea a todos os fatores. Em vez disso, as exposições a fatores resultantes costumam ficar muito mais próximas de uma posição neutra.

  1. A abordagem descendente parece intuitiva porque você tende a possuir as ações mais sólidas em cada fator. O que ela pode deixar de considerar é como esses fatores se reúnem em um portfólio.
  2. A construção de portfólio ascendente eleva o nível das ações incluídas no portfólio multifatorial, exigindo exposição positiva em relação a múltiplos atributos desejados.

Conclusão: uma abordagem ascendente à integração fatorial pode ajudar a gerar exposições e desempenho mais sólidos do que uma combinação descendente de índices de fator.

Saiba mais sobre essas duas abordagens

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Andrew Ang
Head of Factor Investing Strategies
Andrew Ang, PhD, Managing Director, is Head of Factor Investing Strategies and leads BlackRock’s Factor-Based Strategies Group. Throughout his career, Dr. Ang h
Smart Beta Senior Strategist, BlackRock
SmartBeta Strategist, BlackRock